publicidade
Mundo

Analista explica como Israel pode se aproveitar da queda de Assad

Desirée Rugani falou sobre o futuro da Síria, país vizinho da nação judaica, em entrevista ao Jornal da Oeste

Entrevista de Desirée Rugani, no Jornal da Oeste desta segunda-feira, 9, em que ela aborda o tema Israel e Síria
Entrevista de Desirée Rugani, no Jornal da Oeste desta segunda-feira, 9 | Foto: Reprodução/YouTube

Em entrevista ao Jornal da Oeste, a analista política Desirée Rugani analisou a situação dos rebeldes que tomaram o poder de Bashar al-Assad, na Síria. Além disso, ela explicou ao espectador como Israel pode se aproveitar do momento em que passa o país vizinho.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Receba nossas atualizações

Desirée afirmou que, a partir da instabilidade síria, Israel entende que pode avançar em uma região no país. “Israel avança na Síria, em regiões desmilitarizadas, e também bombardeando locais com armamentos que Assad tinha, para que eles não cheguem nas mãos dos rebeldes”, explicou a analista política. “Para não ocorrer uma invasão vinda da Síria.”

Neste domingo, 8, o grupo Hayat Tahrir al-Sham conseguiu derrubar o regime de Assad, que durava há 24 anos. Tudo ocorreu de forma rápida, já que a ofensiva durava apenas dez dias.

Assad deixou a Síria rumo a Moscou, na Rússia. O ditador sírio é próximo a Vladimir Putin, numa aliança que engloba também Irã e o grupo terrorista Hezbollah. Apesar da queda do ditador, Desirée afirmou que é precoce uma celebração de unificação.

“Assad é um homem mau, um ditador, que matava sua própria população”, disse. “Mas quem luta contra ele não são pessoas boas, são grupos islâmicos radicais, como Al-Qaeda e o Isis.”

A estratégia de Israel

Netanyahu anuncia trégua entre Israel e o Hezbollah
Benjamin Netanyahu classificou a ação dos rebeldes contra Assad, na Síria, como “dia histórico” | Foto: Reprodução/GPO

Ainda no domingo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou a ação dos rebeldes contra Assad, na Síria, como “dia histórico”.

“O colapso do regime de Assad, a tirania em Damasco, oferece uma grande oportunidade, mas também é repleto de perigos significativos”, escreveu Netanyahu. “Enviamos uma mão de paz a todos aqueles que estão além de nossa fronteira na Síria: aos drusos, aos curdos, aos cristãos e aos muçulmanos que querem viver em paz com Israel.”

Leia também: ”Antissemitismo à solta”, artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 246 da Revista Oeste

A grande oportunidade a que se refere Netanyahu é a penetração no território sírio, numa ação preventiva, segundo Desirée Rugani. O país judeu realiza bombardeios em locais onde Assad armazenava armas e avança em região desmilitarizada.

“Em termos de os rebeldes lutarem contra Irã e Hezbollah e impedirem a entrada de mais armamento e forças iranianas, isso é uma boa coisa para Israel. No entanto, se eles se unirem e começarem a tentar ajudar o Hamas, seria outro problema para Israel. Os rebeldes já admitiram que, nesse momento, não têm poder para segurar Israel.”

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Que analista internacional mais inteligente e lindíssima demais. Parabens Oeste!

  2. Fábio Gavião Avelino de Méllo
    Fábio Gavião Avelino de Méllo

    Gostei do artigo, pois me fez ver as alternativas políticas em curso após a queda do regime de Assad com uma explicação bem concisa. Parabéns!

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.