Depois da aprovação de uma lei de anistia na Assembleia Nacional, o opositor venezuelano Juan Pablo Guanipa, aliado de María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, voltou à liberdade nesta sexta-feira, 20. Ele afirmou que está “totalmente livre”, depois de nove meses de detenção, sob acusações de conspiração.
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Ex-deputado, Guanipa havia sido solto no último dia 8, mas acabou sendo detido novamente poucas horas depois. Ele respondia a acusações sobre supostas violações de condições impostas pela Justiça e, desde então, permaneceu em prisão domiciliar.
Declarações depois da libertação de Guanipa
Saludos hermanos,
— Juan Pablo Guanipa (@JuanPGuanipa) February 20, 2026
Tras 10 meses en clandestinidad y casi nueve meses de injusto encarcelamiento, confirmo que estoy en libertad plena.
Reitero que todos los presos políticos, civiles y militares, deben ser liberados inmediatamente y todos los exiliados deben poder volver, para… pic.twitter.com/vtsyfBehp7
Em publicação na rede X, Guanipa, de 61 anos, confirmou estar “totalmente livre”. “Agradeço a todos os venezuelanos por lutarem pela minha libertação e pela de todos os presos políticos”, afirmou ex-parlamentar.
A anistia aprovada cobre crimes considerados políticos cometidos durante os 27 anos de governo chavista. A líder interina Delcy Rodríguez propôs a medida depois de assumir o comando do país, depois da captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, por forças dos Estados Unidos.
Controvérsias sobre a anistia na Venezuela

A aprovação da lei gerou críticas de especialistas e também do próprio Guanipa. Segundo ele, “o que foi aprovado no Palácio Legislativo não é uma anistia, mas um documento falho que busca chantagear muitos venezuelanos inocentes e exclui vários irmãos que permanecem injustamente atrás das grades”.
Tomás Guanipa, irmão do ex-deputado, esteve entre os parlamentares favoráveis à nova legislação. Para Juan Pablo Guanipa, “a libertação de presos políticos não é um ato de clemência”, já que “nenhum deles deveria ter sido preso”. “A ditadura os sequestrou tentando quebrar o espírito do povo venezuelano, mas não conseguiu”, concluiu o oposicionista.
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