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Aliado de María Corina Machado é libertado na Venezuela

Apesar de confirmar estar 'totalmente livre', Juan Pablo Guanipa criticou a lei da anistia, aprovada em território venezuelano

juan pablo guanipa aliado de maría corina machado e ex-preso politico da ditadura da venezuela
Juan Pablo Guanipa (à esquerda) pede a libertação de todos os presos políticos da Venezuela — Caracas, 8/2/2026 | Foto: Reprodução/X/@JuanPGuanipa

Depois da aprovação de uma lei de anistia na Assembleia Nacional, o opositor venezuelano Juan Pablo Guanipa, aliado de María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, voltou à liberdade nesta sexta-feira, 20. Ele afirmou que está “totalmente livre”, depois de nove meses de detenção, sob acusações de conspiração.

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Ex-deputado, Guanipa havia sido solto no último dia 8, mas acabou sendo detido novamente poucas horas depois. Ele respondia a acusações sobre supostas violações de condições impostas pela Justiça e, desde então, permaneceu em prisão domiciliar.

Declarações depois da libertação de Guanipa

Em publicação na rede X, Guanipa, de 61 anos, confirmou estar “totalmente livre”. “Agradeço a todos os venezuelanos por lutarem pela minha libertação e pela de todos os presos políticos”, afirmou ex-parlamentar.

A anistia aprovada cobre crimes considerados políticos cometidos durante os 27 anos de governo chavista. A líder interina Delcy Rodríguez propôs a medida depois de assumir o comando do país, depois da captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, por forças dos Estados Unidos.

Controvérsias sobre a anistia na Venezuela

Bandeira da Venezuela | Foto: Reprodução/ONU
Bandeira da Venezuela | Foto: Reprodução/ONU

A aprovação da lei gerou críticas de especialistas e também do próprio Guanipa. Segundo ele, “o que foi aprovado no Palácio Legislativo não é uma anistia, mas um documento falho que busca chantagear muitos venezuelanos inocentes e exclui vários irmãos que permanecem injustamente atrás das grades”.

Tomás Guanipa, irmão do ex-deputado, esteve entre os parlamentares favoráveis à nova legislação. Para Juan Pablo Guanipa, “a libertação de presos políticos não é um ato de clemência”, já que “nenhum deles deveria ter sido preso”. “A ditadura os sequestrou tentando quebrar o espírito do povo venezuelano, mas não conseguiu”, concluiu o oposicionista.

Leia também: “Um país em busca de ética”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 309 da Revista Oeste

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