Em reação, Kremlin disse que a “Rússia não procura aderir ao G7” e está satisfeita com G20

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, disse ontem, domingo 26, que o retorno da Rússia para o G7 é pouco provável neste momento.
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Para ele, Moscou não deve ser reincorporada até que a crise com a Ucrânia seja resolvida.
“Os motivos da exclusão da Rússia foram a anexação da Crimeia e a intervenção no leste da Ucrânia. Até que solucionemos esse assunto não vejo como a volta possível”, disse Maas em entrevista ao jornal alemão Rheinische Post.
Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia sugerido uma ampliação do grupo.
O G7 é formado por Canadá, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Japão e Estados Unidos desde 2014.
Após a anexação da Crimeia à Rússia, em 2014, Moscou foi expulsa do então G8.
A reunião de cúpula do grupo deveria ter acontecido em Camp David, nos EUA em junho, mas foi adiada pelo menos até setembro devido à pandemia do novo coronavírus.
Reação russa
Em resposta, Dmitry Peskov, porta-voz do governo da Rússia, disse nesta segunda-feira, 27, que o presidente Vladimir Putin não apresentou nenhuma iniciativa relacionada à adesão ao G7, e o país não pretende ser membro do grupo.
“O presidente Putin nunca apresentou iniciativa, discurso nem tomou nenhuma outra medida para retomar a participação da Rússia no trabalho do G7”, disse Peskov a jornalistas, como informa a agência de notícias russa Sputnik.
Segundo ele, a Rússia está altamente satisfeita com a eficiência do formato do G20, que “atende melhor à realidade econômica moderna, levando em consideração os centros globais do desenvolvimento econômico”.
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