O corte manual de combustível pode ter derrubado o Boeing 787 da Air India, matando 260 pessoas no mês passado, logo depois da decolagem na Índia. A informação consta no relatório preliminar da investigação, divulgado nesta sexta-feira, 11.
O documento indica que os botões que controlam o fluxo de combustível foram desligados 29 segundos antes do impacto. A operação exigiu ação deliberada, já que travas impedem qualquer acionamento acidental.
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De acordo com a caixa-preta, um dos pilotos questiona o colega sobre o corte. O outro responde que não foi ele quem acionou os botões. O trecho revela a possibilidade de uma falha grave de comunicação — ou uma decisão intencional ainda não explicada.
O voo decolou de Ahmedabad, no oeste da Índia, às 13h38 no horário local. Três segundos depois, os motores começaram a perder potência. Às 13h39, a aeronave caiu sobre um alojamento de estudantes de medicina. A colisão deixou 29 mortos em solo, além das vítimas a bordo.
Apenas uma pessoa sobreviveu: um passageiro com dupla cidadania, indiana e britânica. Ao todo, o voo levava 242 pessoas, entre elas 169 indianos, 53 britânicos, sete portugueses e um canadense.
Relatório descarta falha nos flaps ou irregularidade no combustível
O relatório técnico confirmou que os flaps da aeronave, dispositivos que aumentam a sustentação na decolagem, estavam acionados corretamente. As autoridades também testaram o combustível depois do acidente, mas não encontraram irregularidade.
Nenhuma recomendação foi feita à Boeing ou ao fabricante dos motores. Com isso, os investigadores devem focar nas circunstâncias do corte de combustível, possivelmente vinculadas à atuação da tripulação.
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A Air India opera 33 aeronaves do modelo Dreamliner. Depois do desastre, o governo indiano determinou inspeção completa desses aviões. Até a publicação desta matéria, a companhia aérea não se manifestou sobre as conclusões preliminares do relatório.






































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