A companhia aérea Air China voltou a operar, nesta segunda-feira, 30, voos diretos entre Pequim e a capital norte-coreana, Pyongyang, depois seis anos de suspensão. O restabelecimento da ponte aérea é um indício de abertura gradual da ditadura comunista da Coreia do Norte, um dos países mais isolados do mundo.
O voo CA121 partiu da capital chinesa às 7h58 (23h58 de domingo, no horário de Greenwich) e tem pouso previsto para as 11h no Aeroporto Internacional de Sunan, na capital norte-coreana, segundo a companhia e o site FlightStats.
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No Aeroporto de Pequim, houve formação de filas para o embarque, segundo relataram jornalistas da agência AFP. Principal parceiro comercial de Pyongyang, a China também figura como um dos principais aliados diplomáticos do regime, com papel central no suporte à sua economia.

Apesar da retomada da rota aérea, o regime norte-coreano ainda não voltou a conceder vistos de turismo. Assim, apenas viajantes em missões oficiais ou com autorizações especiais estão autorizados a entrar no país.
China e Coreia do Norte interromperam conexões durante a pandemia
O fluxo de passageiros entre os dois países havia sido praticamente interrompido em 2020, quando ambos adotaram medidas rigorosas de fechamento de fronteiras para conter a pandemia de covid-19.
Nas últimas semanas, o serviço de trens de passageiros entre China e Coreia do Norte também foi retomado. Ainda assim, segundo a AFP, os vagões que seguem para o território norte-coreano têm registrado baixa ocupação.
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