O Aeroporto Ben Gurion, em Tel-Aviv, voltou a operar voos internacionais de saída nesta segunda-feira, 23. O terminal, o principal de Israel, esteve fechado por mais de uma semana devido ao conflito com o Irã.
O espaço aéreo israelense foi bloqueado desde 13 de junho, quando o país iniciou uma ofensiva contra o programa nuclear iraniano. As autoridades restringiram a lotação das aeronaves a 50 passageiros.
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A medida busca reduzir o tempo de permanência no solo e proteger o terminal, considerado um possível alvo em razão das operações recentes. Segundo o governo, a reabertura parcial vai permitir a saída de estrangeiros retidos no país desde o início do conflito.
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A ministra dos Transportes, Miri Regev, afirmou que a prioridade será para situações humanitárias, emergências médicas e necessidades ligadas à segurança nacional.
Ela explicou que o Comando da Frente Interna recomendou a limitação de passageiros para minimizar os riscos no aeroporto. O governo promete reavaliar a situação até o fim da semana para decidir sobre a ampliação dos voos.
Desde 18 de junho, empresas israelenses realizam operações de repatriação a partir da Europa e dos Estados Unidos. Os voos ocorrem apenas durante o dia para evitar os ataques noturnos com mísseis.
O bloqueio aéreo deixou cerca de 40 mil turistas estrangeiros sem opções, além das rotas terrestres para o Egito e a Jordânia e do transporte marítimo.
Como resultado, os embarques internacionais ocorrem exclusivamente no Terminal 3. O acesso está restrito a quem tem bilhetes válidos, exceto para acompanhantes de menores e pessoas com necessidades especiais.
Regras no aeroporto e tarifas marcam retomada dos voos
As autoridades pediram que os viajantes usem o transporte público e cheguem com, no máximo, duas horas de antecedência. O estacionamento no aeroporto só permite desembarques rápidos.
A companhia El Al anunciou voos para oito destinos. Passageiros com viagens canceladas depois de 13 de junho poderão remarcar os bilhetes sem custos.
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Para novos embarques, a empresa divulgou tarifas fixas: US$ 99 para Larnaca, US$ 149 para Atenas, US$ 299 para Roma, Paris e Londres, US$ 695 para Bangcoc e US$ 795 para Nova York e Los Angeles. A Arkia informou que fará seis voos para cidades como Viena, Barcelona e Roma.
As novas regras determinam que passagens vendidas a partir de agora só terão bilhetes de retorno disponíveis com data mínima de 30 dias. O governo calcula que ainda precisa repatriar cerca de 84 mil cidadãos israelenses por terra, mar ou ar.
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