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Advogado de Julian Assange assume defesa de Nicolás Maduro

Barry Pollack vai defender o ditador venezuelano nos tribunais dos EUA, depois de sua captura em operação militar

Barry Pollack, advogado do ditador Nicolás Maduro
Barry Pollack, advogado do ditador Nicolás Maduro | Foto: Reprodução/HS Law

A defesa do ex-ditador da Venezuela Nicolás Maduro ficará sob a responsabilidade do advogado Barry Pollack, conhecido pela atuação em casos de alta repercussão, como a defesa de Julian Assange, fundador do WikiLeaks, em tribunais norte-americanos. Pollack passa agora a representar o venezuelano no Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York.

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A confirmação sobre a contratação do advogado ocorreu durante a primeira audiência de custódia, realizada nos Estados Unidos. Maduro, mantido sob detenção federal, declarou-se inocente e afirmou ser um “homem decente”.

Pollack informou ao juiz que não pretende, neste momento, solicitar liberdade sob fiança para seu cliente. Contudo, destacou que a estratégia poderá ser revista conforme o processo avança.

Preocupações com saúde de Maduro e alegações de sequestro

Venezuelan President Nicolas Maduro's initial appearance to face U.S. federal charges, in Manhattan
Nicolás Maduro: de ditador da Venezuela durante quase 13 anos a presidiário sob custódia do governo dos Estados Unidos — Nova York, 5/1/2025 | Foto: Adam Gray/Reuters

A equipe de defesa apresentou preocupações sobre o estado de saúde de Maduro, de modo a mencionar problemas médicos sem detalhamento. Os advogados também alegaram que Cilia Flores, mulher do ditador, sofreu ferimentos durante a operação militar dos EUA que resultou na captura do casal.

Ainda no tribunal, Maduro reforçou sua posição política, afirmou ser o “presidente da República da Venezuela” e classificou a ação militar como um “sequestro”.

No sábado 3, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que uma operação militar na Venezuela resultou na captura de Maduro e de Cilia Flores. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, confirmou que Trump emitiu a ordem de captura na noite da sexta-feira 2.

Leia também: “No fim e no começo de tudo, é a economia”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 303 da Revista Oeste

A operação ocorreu na madrugada seguinte, com 150 caças e bombardeiros, que atacaram quatro alvos estratégicos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos. Helicópteros militares transportaram tropas até Caracas para efetuar a captura. A ação durou cerca de 2 horas e 20 minutos.

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