A polícia francesa identificou o adolescente Pedro Elias Garzon Delvaux, de 15 anos, como o “Homem do Fedora”. O personagem viralizou na internet depois do furto das joias da coroa no Museu do Louvre, em 19 de outubro. A foto, sob autoria da agência Associated Press no dia do assalto, mostra quando o jovem passa diante de policiais, usando terno e um fedora, tipo de chapéu muito popular no século passado.
A imagem gerou diversas teorias nas redes sociais. Entre as hipóteses, Delvaux poderia ser um detetive à moda antiga ou nada mais do que a peça central de uma projeção à base de inteligência artificial. O rapaz mora em Rambouillet, a cerca de 30 quilômetros de Paris.
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Adolescente investiu no suspense
Ante a enorme repercussão, ele decidiu não se pronunciar de imediato. Contou, mais tarde, que preferiu deixar o “mistério do fedora” circular por alguns dias, antes de se identificar. Disse ainda que a roupa que chamou atenção do público faz parte do seu estilo habitual.
O chapéu, por exemplo, é uma referência ao herói da Resistência Francesa Jean Moulin. Delvaux afirmou que gosta sobretudo de personagens clássicos da literatura policial, como Hercule Poirot. Acrescentou, do mesmo modo, que se sente confortável com o visual.
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A foto que gerou o interesse público pretendia apenas registrar o bloqueio de entrada ao museu. Horas antes, ladrões haviam furtado joias de valor histórico. O jovem aparece ao lado da cena, ao caminhar com pressa. Nas redes, usuários associaram a sua figura a um detetive fictício ou a um agente secreto.
Alguns chegaram a afirmar que a imagem era produto da inteligência artificial. A família confirmou a identidade do rapaz depois de parentes reconhecerem a mãe de Pedro ao fundo da foto. Conforme o adolescente, ele, a mãe e o avô apenas pretendiam visitar o museu. Eles desconheciam o assalto.
Estilo próprio e influência escolar
Delvaux adotou o terno e o tipo de chapéu (de feltro e com uma faixa na sua circunferência) há menos de um ano, sob influência de figuras históricas do século 20. Ele usa peças clássicas no cotidiano escolar, ainda que o chapéu sirva para ocasiões especiais.
O estilo já causou impacto na rotina de colegas, que passaram a adotar gravatas. Para ele, a popularidade mostra como uma imagem pode ganhar interpretações surpreendentes. “Foi só um dia comum, só uma foto”.
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