Israel pode estar dividido em relação ao apoio ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Mas uma opinião alcança todos os setores. Neste momento, Donald Trump é uma unanimidade em relação à sua importância para um cessar-fogo e o retorno dos reféns em Gaza. A presença dele no processo é reivindicada até pelos partidos de esquerda do país, radicais opositores do premiê e favoráveis ao fim imediato dos combates.
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Desde que voltou à Presidência, em janeiro de 2025, Trump tem trabalhado em uma negociação de paz nos conflitos entre Israel e o Hamas, iniciados com os ataques de 7 de outubro, de autoria do grupo terrorista.
Em fevereiro, com o protagonismo dos EUA, um acordo foi obtido para uma troca de parte dos reféns por prisioneiros. Catar e Egito também foram mediadores, e o cessar-fogo se manteve por mais de um mês.
Trump manteve uma retórica firme em relação ao Hamas, mas de busca de um acordo, utilizando inclusive a aliança com o Catar, interlocutor do grupo terrorista, para chegar ao atual consenso com Israel. Foi ele o principal responsável pela aprovação do acordo na segunda-feira, 29, depois de pressionar Netanyahu.
Durante esse período, as manifestações em Israel foram marcadas por cartazes que pediam a intervenção de Trump no processo, inclusive por parte de familiares e amigos dos reféns ainda sob controle dos terroristas.
Para Eyal Zisser, vice-reitor da Universidade de Tel-Aviv e docente no Centro Moshe Dayan de Estudos do Oriente Médio, Trump não é um consenso, continua sendo criticado por centristas e esquerdistas, mas, quando o assunto é a paz na região, é o único que pode se contrapor a uma postura anti-Israel vinda principalmente de líderes europeus.
“Mas todo mundo entende que, como os líderes europeus fazem em relação ao Estado palestino, ele é o único que pode atingir um acordo [que não prejudique Israel]”, afirma Zisser a Oeste.
“Trump é o único que pode pressionar Netanyahu e conseguir tudo o que quer dele. Por isso ele se tornou tão importante. É por isso que muitos israelenses dizem ‘não podemos influenciar Netanyahu, não temos essa liberdade, mas o único que pode fazê-lo é Trump’. É isso que ocorre e, se Trump trouxer a paz, estará ok.”
Trump e a esquerda contrária a Netanyahu
A importância de Trump para Netanyahu é tamanha que, segundo Zisser, o primeiro-ministro colocou de lado até a possibilidade de perder a maioria no Knesset, Parlamento. Netanyahu só mantém as 61 cadeiras, das 120, por causa do apoio de partidos da direita, que não aprovaram o acordo.
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“Para Netanyahu, em primeiro lugar, o mais importante é o apoio do presidente Trump, porque sem Trump ele está acabado”, afirma o professor. “Enquanto a direita, ele pode manejá-la.”
Outro fator que explica a aceitação do acordo por Netanyahu é a alta probabilidade de ocorrerem novas eleições em 2026. Netanyahu já espera por isso e se prepara para concorrer, vencer e recuperar a maioria.
“Há uma especulação de que de qualquer forma haverá eleição no início de 2026”, ressalta ele.
Neste momento, a aliança está fragilizada, porque os partidos Shas e Judaísmo Unido da Torá se colocaram fora da coalizão, só não a colapsando porque, por enquanto, continuam votando junto com o governo. Trump, neste sentido, será o trunfo de Netanyahu.
“Para Netanyahu, o acordo agora não é um problema. Mesmo se o governo dele colapsar, ele pode disputar de novo e dizer que ele mantinha as boas relações com Trump e que por isso conseguiu muito. E, ao invés de manter Israel em uma guerra longa e inútil, ele, com Trump, trouxe um acordo favorável. Eu acho que Netanyahu levou isso em consideração, porque ele é um político muito calculista.”
A real diferença entre ter um Presidente de verdade da de ter um bebum CRIMINOSO de nove-dedos que perde tempo com galhofas como “conversa de bar se resolve”, “comer jabuticaba”, entre outras asnices.
GO, TRUMP, GO!!!!…