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A história da adolescente sequestrada e libertada pelo Hamas com seu cachorro

Mia Leimberg, de 17 anos, falou pela primeira vez sobre os dias em que ficou sob o poder dos terroristas junto com sua Shih-Tzu, Bella

Mia e Bella, ex-refens
Os terroristas demoraram para perceber que tinham levado, junto com as reféns, um animal de estimação | Foto: Divulgação/Mia Leimberg

No dia 7 de outubro, a adolescente israelense, de origem argentina, Mia Leimberg, de 17 anos, estava na casa de uma tia, em um kibutz, quando aconteceram os ataques. Seria mais um relato igual a centenas de outros, se não fosse por um detalhe: a menina foi levada junto com Bella, sua cachorra Shih-Tzu. Ambas foram libertadas em 28 de novembro.

Inicialmente, os terroristas do Hamas não sabiam que tinham levado um animal de estimação entre os reféns. A mãe de Mia, Gabriela, que também foi raptada, relata o momento do sequestro: “A Mia estava dormindo”, relembra. “Ela simplesmente acordou, colocou uma blusa, enrolou a Bella em um cobertor e foi abraçada com ela.”

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Gabriela e Mia Leimberg com a cadela Bella
Gabriela, Mia e Bella estavam na casa de uma parente, na fronteira com Gaza, para o feriado religioso do Simchat Torá, quando foram sequestradas pelo Hamas | Foto: Divulgação/Família Leimberg

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Em seu primeiro vídeo depois da libertação, a menina disse que foi difícil ser levada para Gaza segurando “quatro quilos a mais”. Mia se considera “sortuda” porque os Shih-Tzus, ao contrário da maioria das raças pequenas, são quase sempre cães silenciosos.  

“Dávamos a ela nossas sobras para que ela comesse”, explicou. “Ela tentava andar pelo local onde estávamos mantidos. Tínhamos que garantir que ela não explorasse demais, mas, no geral, ela foi de grande ajuda para mim.”

Mia afirmou que ter Bella ao seu lado foi fundamental para enfrentar os 53 dias em cativeiro: “Ela me manteve ocupada”, contou. “Foi um apoio moral, mesmo que ela não quisesse. Ela foi de grande ajuda para mim.”

A adolescente garantiu que se sente bem fisicamente e que, embora não esteja traumatizada mentalmente e nem tenha dificuldades para dormir, passou por uma “experiência difícil”. Mia assume que levará um “bom tempo para assimilar tudo” o que viveu desde 7 de outubro: “Foi uma jornada bastante intensa para nós”.

Em Israel, ao ser levada para o hospital com Mia, Bella recebeu atendimento veterinário e ganhou biscoitos.

Pai da adolescente Mia procurava a cadela Bella desde 7 de outubro

O pai de Mia, Moshe Leimberg, que não estava com a filha e a esposa no dia do massacre, conta que passou todo esse tempo sem entender o que havia acontecido com Bella. Ele relatou que, por várias vezes, esteve no local do sequestro procurando o animal.

Mia, o pai e a cadela Bella
Pai, filha e a pequena Bella reunidos novamente depois de 53 dias de incertezas | Foto: Divulgação/Família Leimberg

Moshe sonhava fazer uma “surpresa” para quando a filha voltasse para casa. No entanto, acabou sendo ele o surpreendido ao ver Mia sendo entregue aos funcionários da Cruz Vermelha com Bella em seus braços.

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1 comentário
  1. Isnara de souza azevedo
    Isnara de souza azevedo

    Pela bestialidade daquela gente, causou-me surpresa ver a garota chegando com a cadela nos braços. E vivas!

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