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A ambivalência de Biden sobre a guerra na Ucrânia

Segundo o Wall Street Journal, hesitação dos EUA em suporte militar encoraja a Rússia a acreditar que pode vencer

Federal Reserve
| Foto: Shutterstock

Às vezes é difícil dizer se o presidente Joe Biden e seus estrategistas querem que a Ucrânia vença a guerra contra a Rússia ou apenas sobreviva para assinar uma trégua. A observação é de um editorial do The Wall Street Journal da segunda-feira 30.

Segundo o jornal norte-americano, a ambivalência de atitude de Biden começa a virar um problema, no momento em que a Rússia consegue ganhos militares significativos na região de Donbass, leste da Ucrânia, num setor estratégico do conflito.

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Atualmente os ucranianos precisam mais do que nunca de sistemas de lançamento de foguetes de longo alcance para combater a artilharia russa. O reforço de aparato de defesa daria ao país a chance de retardar o avanço dos invasores.

Segundo o Wall Street Journal, o Pentágono vazou que os EUA podem fornecer em breve alguns sistemas de foguetes de médio alcance para a Ucrânia. No entanto, Biden declarou no domingo que não vai ceder qualquer tipo de aparato que possa significar ataque à Rússia.

O governo norte-americano teme cruzar uma linha diplomática que mude o status do país de um apoiador externo da Ucrânia para a condição de agressor da Rússia. O desejo de Biden e seus estrategistas internacionais é que os ucranianos evitem disparar foguetes além da fronteira. Se em algum momento o país presidido por Volodymyr Zelensky for além, talvez não dê mais para os EUA recuarem.

Outro exemplo da ambivalência da Casa Branca é a recusa em liderar uma coalizão disposta a quebrar o bloqueio da Rússia às exportações de grãos ucranianos no Mar Negro. A Ucrânia fornece grande parte das sementes de trigo e oleaginosas do mundo, e os líderes mundiais estão alertando sobre a escassez e os aumentos de preços. Distúrbios alimentares são cada vez mais possíveis em muitos países.

Mais uma vez, os EUA estão oferecendo uma concessão que permite à Rússia se safar de colocar mais pressão econômica sobre a Ucrânia e o Ocidente sem medo de uma resposta. Esta não é uma maneira de ganhar uma guerra, ou mesmo de forçar um impasse em termos favoráveis ​​para os aliados ucranianos.

O presidente russo, Vladimir Putin, não desistiu de seu projeto de derrubar Kiev e ameaçar diretamente a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Neste momento, a hesitação de Biden em ajudar a Ucrânia de maneira mais assertiva encoraja a Rússia a acreditar que ainda pode alcançar uma vitória estratégica.

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2 comentários
  1. Gerson Salvadori
    Gerson Salvadori

    Não descarto que a vitória russa seja pretendida e planejada. Inúmeros incêndios em plantas de produtos alimentares nos EUA, milhares de minas colocadas pelo ocidente no entorno dos portos ucranianos impedindo expedição de sementes, claro movimento para decisão catastrófica quanto ao marco temporal demarcatório de reservas indígenas em áreas produtivas no Brasil… A tempestade perfeita está quase pronta.

  2. Alberto
    Alberto

    O desgoverno desse “presidente” é uma tragédia. Esse velho caquético (e pedófilo) que cumprimenta fantasma vai conseguir bater o recorde (hoje em poder do Bushinho) como pior da história americana.

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