publicidade
Imprensa

Silêncio de Lula em relação a Maduro torna o Brasil uma 'impotência regional medíocre', avalia Estadão

Para jornal, petista rebaixou o Estado brasileiro a uma usina de panos quentes

Jornais criticam demora em pronunciamento do presidente Lula sobre falas do ditador Nicolás Maduro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Lula se revolta contra Israel, mas se cala sobre ditadura de aliado político | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Depois de barrar a candidatura de nomes da oposição para as eleições de julho, o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, criou uma lei fascista com o pretexto de combater “o fascismo, o neofascismo e as expressões similares”. Também estão proibidos no país o “conservadorismo moral” e o “neoliberalismo”. Foi “o golpe de misericórdia no que restava da democracia”, avaliou O Estado de S. Paulo, em seu editorial desta segunda-feira, 8.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

Para o jornal, não há na América do Sul nada mais similar ao regime fascista de Mussolini que o regime chavista. A nova lei reforça esse parecer. A partir dela, “a ditadura se deu carta branca para censurar a imprensa e redes sociais, proibir reuniões e manifestações pacíficas e dissolver partidos políticos ou instituições da sociedade civil consideradas fascistas ou similares”, ressaltou o jornal. Tais manifestações podem dar punições como oito anos na prisão.

+ Esquerda brasileira elogia ‘voto impresso para checagem’ na Venezuela

O Estadão afirma que o mais impressionante nesse cenário é que, apesar de todos os países do Mercosul condenarem expressamente a “orgia totalitária chavista”, o Brasil é o único que se porta de forma diferente. 

O presidente chileno, Gabriel Boric, recriminou “a detenção arbitrária de representantes políticos da oposição”. o colombiano Gustavo Petro classificou como “golpe antidemocrático” o expurgo da líder de oposição María Corina. O ex-presidente uruguaio Pepe Mujica, ícone da esquerda latino-americana, disse que “isso não se pode chamar democracia”. 

“Mas Lula rebaixou o Estado brasileiro a uma usina de panos quentes”, criticou a publicação. 

‘Afinidades pessoais’ entre Lula com Maduro

nicolás maduro e lula - celac
O ditador Nicolás Maduro e o brasileiro Lula posam sorridentes; para o Estadão, a política externa do Brasil é desmoralizada ante a comunidade internacional | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O texto avalia como a indignação de Lula atinge “estratosferas hiperbólicas” quando se trata de se opor ao Leste Europeu (na guerra da Rússia contra a Ucrânia) ou ao Oriente Médio (para atacar Israel e se levantar contra o terrorismo do Hamas). 

+ María Corina Machado convoca protesto mundial contra Maduro

Ironicamente, quando a ameaça contra o povo vem da Venezuela, as “afinidades pessoais e ideológicas de Lula” o deixam em silêncio. “Assim, a política externa nacional é desmoralizada ante a comunidade internacional, e o capital diplomático brasileiro é dilapidado e reduzido a uma impotência medíocre”, concluiu o editorial.

+ Regime de Maduro cria lei que proíbe liberalismo e conservadorismo na Venezuela

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Ivan Sérgio de Paula lima
    Ivan Sérgio de Paula lima

    Nem li a matéria. O dia que esse jornaleco vir a público pedir desculpas pela c…. de ter feito o L, talvez eu leia!!

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.