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Imprensa

Record tem prejuízo de meio bilhão e faz rodada de demissões

Cortes vão afetar todas as áreas

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Negócios de Edir Macedo deram prejuízo à Record | Foto: Reprodução/YouTube/Bispo Edir Macedo

A Record teve prejuízo de meio bilhão de reais em 2022 e agora terá que fazer uma rodada de demissões. O site Notícias da TV divulgou a informação na segunda-feira 3.

Os principais executivos da Record foram avisados de que as demissões vão afetar todas as áreas, inclusive as afiliadas, mas principalmente o jornalismo — onde estão os maiores salários.

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Os três anos anteriores da Record foram diferentes: encerrou 2019, 2020 e 2021 com lucros. A emissora passa por uma queda nas vendas de publicidade simultânea ao aumento de custos. Porém, o prejuízo de R$ 517 mil não é resultado de falta de faturamento da Record.

O prejuízo de meio bilhão da Record tem a ver com os negócios de Edir Macedo

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Geraldo Luís foi um dos afetados pelo prejuízo da Record | Foto: Reprodução/YouTube/Dilton Walker

A Record começou o corte de pessoal ainda no primeiro semestre. Um dos principais nomes a sofrerem com a redução de custos foi o apresentador Geraldo Luís, que tinha contrato até setembro. A equipe de jornalismo do Rio de Janeiro também já sofreu diversas demissões.

Só quem escapou dos desligamentos foi a teledramaturgia, que foi totalmente terceirizada e agora é controlada pela Igreja Universal do Reino de Deus.

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Enquanto isso, o prejuízo de R$ 517 milhões da Record foi causado por negócios do bispo Edir Macedo. Ele passou a controlar o banco Digimais (antigo Renner), em 2020. 

No ano passado, o Digimais teve prejuízo de R$ 323 milhões. Como controladora do banco, a Record precisou absorver o resultado negativo em seu balanço. Caso não tivesse incorporado o prejuízo do Digimais e de outras empresas controladas, a Record teria um prejuízo menor, de R$ 188 milhões.

“O balanço da Record mostra que a emissora aumentou suas receitas com publicidade em apenas R$ 6 milhões em 2022 (de R$ 2,008 bilhões para R$ 2,014 bilhões)”, diz a reportagem.

“Mas os custos com operações, produções, vendas e administração, mais a equivalência financeira, subiram 39%, de R$ 1,8 bilhão para R$ 2,5 bilhões”, acrescentou.

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2 comentários
  1. Hermes
    Hermes

    O povo cansou de bancar tanto luxo, ostentação e artistas decadentes? A igreja repassava 40.milhoes por mês para a Record se manter, mas a sede de luxo excessivo, ostentação e ganância não perdoa. Como estão os encargos sociais? Toda vez que estouram uma bolha, quem paga o pato é a previdência, o estado e os trabalhadores. Tomara que não seja o caso.

  2. Felipe Correia
    Felipe Correia

    Do ano passado pra trás, era a única tv aberta que eu assistia, por ser a mais imparcial de todas que eu conhecia desde então. Posso estar enganado, mas desde quando o molusco assumiu, a qualidade caiu bastante e se mostra parcial com as desgraças desse governo desastroso.
    Ou a Record muda conforme o vento assopra ou o ladrão está injetando muito dinheiro para essa emissora perder tanta qualidade e disputar com a Globo notícias tendenciosas. SBT e a Band também indo pro mesmo caminho.

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