A mais recente prisão de Daniel Vorcaro, nesta quarta-feira, 4, colocou o Brasil no radar da imprensa internacional. Veículos estrangeiros destacaram o impacto político e econômico do colapso do Banco Master, suspeitas de corrupção no Banco Central (BC) e denúncias de intimidação e espionagem ligadas ao empresário.
Reportagens também citaram ameaças a jornalistas e suspeitas de acesso indevido a sistemas de órgãos de investigação.
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O banqueiro foi transferido para o Centro de Detenção de Guarulhos da Penitenciária 2, de Potim, no interior de São Paulo, na manhã desta quinta-feira, 5.
Prisão de Vorcaro: imprensa internacional destaca fraude
O Financial Times classificou o caso Master como a maior quebra bancária do Brasil em uma geração, com perdas de R$ 40 bilhões. “O banco de médio porte havia se expandido rapidamente ao oferecer certificados de poupança com altos rendimentos, impulsionando Vorcaro, de 42 anos, da relativa obscuridade para uma vida de opulência”, diz o texto.
A reportagem também citou a existência de uma “célula de intimidação” e suspeitas de acesso indevido a sistemas da Polícia Federal, do Ministério Público, da Interpol e do FBI. Além disso, afirmou que o caso levou ao afastamento do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, da relatoria.
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Já a Associated Press destacou que a investigação envolve fraude de “bilhões de reais” e mencionou a atuação da chamada “A Turma”, de Vorcaro. O grupo, segundo a agência, buscava obter informações confidenciais e monitorar adversários. A reportagem cita ainda um plano para simular um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo.
A Reuters citou a suspeita de tentativa de suborno de um ex-diretor do BC, com oferta de uma viagem à Walt Disney World. A agência também relatou mensagens em que Vorcaro sugeriu “quebrar todos os dentes” de Lauro Jardim.
Já o El País descreveu Vorcaro como um “magnata cujos segredos estão abalando a classe política brasileira”. O jornal também afirmou que o caso tem amplas ramificações entre a elite econômica e política. Além disso, citou a prisão de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro e apontado como operador financeiro das fraudes.
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