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Paralisação de estudantes da USP é 'bagunça' e 'motim', afirma Estadão

Editorial diz que alunos não têm direito legal de fazer greve e condena invasão da reitoria da universidade

Faixa na escadaria da São Francisco, bloqueada com piquete formado por cadeiras USP
Faixa na escadaria da São Francisco, bloqueada com piquete formado por cadeiras | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste

O jornal O Estado de S. Paulo classifica a paralisação de estudantes da Universidade de São Paulo (USP) como “motim” e “bagunça”. Um editorial publicado neste sábado, 9, sustenta que estudantes não possuem respaldo legal para decretar greve e condena a invasão da reitoria da instituição, ocorrida na semana passada.

A paralisação “é qualquer coisa, menos greve”, diz o texto. O jornal cita o artigo 2º da Lei 7.783, de 1989, que regulamenta o direito de greve e o restringe a trabalhadores em relação de emprego. “Significa que o atual motim de estudantes”, diz o texto, “que paralisa a mais importante instituição de ensino da América Latina, é qualquer coisa, menos greve.”

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O Estadão também ressalta que o movimento deixou de ser pacífico depois da invasão da reitoria da USP, na Cidade Universitária, zona oeste da capital paulista. “Baderneiros travestidos de universitários” derrubaram grades e portas de vidro do edifício da administração central da universidade para pressionar pela retomada das negociações.

O texto destaca que o reitor da USP, Aluisio Segurado, já abriu canais de diálogo com os estudantes e se dispôs a ampliar políticas de permanência estudantil, incluindo bolsas, auxílios para moradia, melhorias nos restaurantes universitários e transporte nos campus. Ainda assim, segundo o jornal, a resposta do movimento foi a radicalização.

Depois da invasão, a reitoria acionou a Polícia Militar do Estado de São Paulo e divulgou nota na qual lamentou a escalada da violência. O editorial também menciona manifestações de apoio à administração da universidade por parte da direção da Faculdade de Direito da USP e de professores titulares da Faculdade de Medicina.

USP
Fachada da Universidade de São Paulo | Foto: Reprodução/ Redes sociais

Tarcísio também critica invasão da USP

O jornal reproduziu ainda declarações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que criticou a paralisação estudantil. “Não entra na cabeça a greve dos estudantes”, afirmou o governador. O editorial acrescenta que parte dos alunos envolvidos no movimento participa de atividades promovidas pelo “comando de greve”, como oficinas e campeonatos.

“A USP, que recebe anualmente mais de R$ 9 bilhões dos cofres estaduais paulistas, é vítima de um pequeno grupo radical que monta barricadas nos seus acessos e impõe a todos a sua vontade”, diz o jornal. “Nada pode ser mais autoritário do que o fechamento de um espaço público, a interdição do livre debate e o bloqueio da circulação de ideias.”

O texto conclui defendendo o retorno imediato das aulas. “Como estudante que é estudante não faz greve, o movimento dos alunos da USP não passa de bagunça.”

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3 comentários
  1. David S
    David S

    Este é o quadro sujo e deformado, das nossas universidades públicas…

  2. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    É só expulsar essa turma, pagamos por isso, não querem estudar vão para as particulares….de vagabundo a sociedade já está farta .

  3. Léo Pasqualine Filho
    Léo Pasqualine Filho

    Tem que se tomar medidas duras contra esses vândalos.

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