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'O valentão não é mais o valentão', diz Trump à Time, sobre o Irã

O presidente dos EUA foi capa da revista pela 2ª vez no mês

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, D.C.
O presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, D.C. | Foto: Jonathan Ernst/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu entrevista à revista Time, além de aparecer na capa novamente nesta quinta-feira, 23. Ele relatou bastidores do acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas e disse que só conseguiu convencer o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, depois de realizar um ataque militar contra o Irã.

Segundo Trump, em 4 de outubro, ele telefonou para Netanyahu e comunicou que o conflito em Gaza havia terminado. O presidente dos EUA afirmou ter pressionado o premiê israelense durante a ligação, relembrando seu apoio contínuo a Israel. “Bibi, você não pode lutar contra o mundo”, disse a Netanyahu. “Você pode lutar batalhas individuais, mas o mundo está contra você.”

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Em 13 de outubro, Trump havia sido capa da revista, por ocasião do acordo de cessar-fogo no Oriente Médio. Na edição mais recente, o presidente dos EUA não foi apenas capa, como também deu entrevista, na qual explicou a participação direta do país em ações militares com o Exército israelense contra instalações nucleares iranianas, em junho.

Ele declarou que, depois dessas operações, não poderia mais oferecer respaldo a Netanyahu caso não houvesse adesão ao cessar-fogo com o Hamas. “Sabe, eu o parei, porque ele teria continuado”, afirmou Trump à revista. “Poderia ter continuado por anos. Teria continuado por anos. E eu o parei, e todos se uniram quando eu parei, foi incrível.”

Desde o retorno ao governo, Trump tem atuado como figura central na tentativa de mediar a trégua entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza. Um dos episódios marcantes foi o ataque conjunto entre Estados Unidos e Israel a bases nucleares do Irã, que durou 12 dias.

Trump atribuiu ao ataque ao Irã o papel de catalisador para a aceitação de um acordo em duas fases, que previa trégua, libertação de reféns israelenses em troca de prisioneiros palestinos e liberação de ajuda humanitária em Gaza. Segundo ele, essa ofensiva foi decisiva para convencer países árabes a apoiarem o cessar-fogo.

“Fomos à guerra com eles, e tivemos todo o sucesso, e então quando eu entrei e destruí o potencial e a capacidade nuclear deles, e eles foram seriamente destruídos”, declarou o presidente dos EUA. “Aquele ataque e a derrubada do Irã tornaram possível. Sem isso, não teria conseguido. Teria sido impossível. Os países árabes não teriam feito isso.”

Usina Nuclear de Bushehr
Usina Nuclear de Bushehr, ao sul de Teerã, no Irã | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Trump avalia consequências de ataque ao Irã para o Oriente Médio

O presidente dos EUA destacou que a coalizão formada depois dos ataques resultou em um novo contexto para o Oriente Médio. “Eles foram capazes de se unir pela paz. Isso é paz no Oriente Médio. Isso está além de Gaza”, explicou Trump. Ele também ressaltou que o bombardeio das instalações nucleares iranianas foi crucial para diminuir o temor dos países vizinhos em relação a ameaças do Irã.

Trump acrescentou detalhes sobre a operação militar, a qual classificou como “impecável”, e afirmou que o Irã ficou severamente enfraquecido. O presidente norte-americano afirmou ainda que o Irã, mesmo tentando manter postura agressiva, já não representava ameaça iminente.

“Agora que o valentão não é mais o valentão, eles tentam agir dessa forma, mas ninguém mais está preocupado”, declarou Trump. “Eles estão lutando por suas vidas. Eles estão lutando por suas vidas. E não só isso, temos sanções contra eles.” O chefe da Casa Branca finalizou ao dizer que nenhum outro presidente dos Estados Unidos havia realizado um ataque direto ao Irã antes dele. Ele justificou sua decisão pela necessidade de agir diante do cenário.

+ Leia também: “Tempestade perfeita no Irã“, artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 276 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

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