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Morre Mino Carta, fundador da CartaCapital, aos 91 anos

Ele enfrentava problemas de saúde há cerca de 1 ano, alternando internações, e estava há 2 semanas na UTI do Hospital Sírio-Libanês, em SP

O jornalista Mino Carta, em junho de 2024
O jornalista Mino Carta, em junho de 2024 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Morreu nesta terça-feira, 2, o jornalista Mino Carta, fundador e diretor de redação da revista CartaCapital, aos 91 anos. Ele enfrentava problemas de saúde há cerca de um ano, alternando internações, e estava há duas semanas na UTI do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

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Mino Carta participou de publicações influentes, como Veja, em 1968, IstoÉ, em 1976, e CartaCapital, em 1994. Sua carreira começou precocemente, ainda aos 16 anos, quando escreveu textos sobre a Copa do Brasil a pedido do pai, também jornalista. Aos 27, aceitou comandar a revista Quatro Rodas, mesmo sem experiência automobilística, a convite de Victor Civita.

Projetos de Mino Carta e enfrentamento ao regime militar

Ao longo de sua trajetória, Mino esteve envolvido em projetos inovadores, como o Jornal da Tarde, em 1966, e o Jornal da República, em 1979. Apesar do fracasso deste último, o jornal é lembrado como um marco de criatividade. Ele também liderou equipes que desafiaram o regime durante os anos dos militares no poder.

Filho de Giannino Carta, opositor ao fascismo italiano, Mino nasceu em Gênova e se mudou para o Brasil depois da Segunda Guerra Mundial. A família enfrentou dificuldades ao chegar a São Paulo, mas permaneceu no país, onde Mino se destacou como jornalista e editor. Sua aversão a novas tecnologias era notória: “Um dia, os computadores vão engolir as pessoas”, afirmou à Lira Neto.

Inovações editoriais e relação com a política

24.06.2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o jornalista Mino Carta, em São Paulo
24.6.2024 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o jornalista Mino Carta, em São Paulo | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Entre as inovações, Mino implementou novas linguagens e formatos nos veículos em que atuou, de modo a valorizar reportagens literárias e diagramação moderna. Para lançar Veja, exigiu liberdade editorial dos donos da Abril. A condição permaneceu vigente até sua saída, em 1976.

Depois de deixar a revista, escreveu colunas no jornal Folha de S.Paulo e criou a IstoÉ. A amizade com Luiz Inácio Lula da Silva aproximou Mino de eventos políticos relevantes, como o comício das Diretas Já, para o qual ajudou a convencer Lula a participar, atendendo pedido de Ulysses Guimarães e Franco Montoro.

Leia também: “A descrença na imprensa”, artigo de Ubiratan Jorge Iorio publicado na Edição 283 da Revista Oeste

Sua resistência à ditadura se evidenciou em capas de Veja que denunciavam tortura, mesmo sob risco de censura e repressão. “Fui interrogado duas vezes pelo delegado [Sérgio] Fleury, que me ameaçava: ‘Se eu quiser, fecho sua revista’”, relatou a Lira Neto. “Eu dizia: ‘Minha não, dos Civita’.”

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5 comentários
  1. Armando Garcia Martins
    Armando Garcia Martins

    Foi uma pena ter sido cooptado pelo Lulopetismo

  2. Andre Luiz Rodrigues
    Andre Luiz Rodrigues

    Morreu tarde, o desgraçado! Ótima notícia!

  3. Sergio Dutra Vianna
    Sergio Dutra Vianna

    Já vai tarde. Só fez mal ao jornalismo e ao Brasil.

  4. RICARDO SANDI
    RICARDO SANDI

    Guarda um lugar especial aí pro seu amigo Lule comunista terrorista cachaceiro !!!!! Já vai tarde.

  5. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    Que asse no inferno italiano esquerda terrorista!
    O que veio desses lixos em 1930 para o BOSTIL é estarrecedor…OS LEGÍTIMOS trabalhadores criativos italianos que vieram entre 1860 1920 sentem nojo desses canalhas….mesma coisa para espanhóis comunistas!

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