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Liminar de Gilmar Mendes concentra poder e elimina freios, dizem Gazeta e Estadão

A decisão do magistrado determina que somente o procurador-geral da República (PGR) poderá apresentar denúncias contra ministros do STF por crimes de responsabilidade

O ministro do STF Gilmar Mendes: alvo de críticas por medida corporativista | Foto: Antonio Augusto/STF
O ministro do STF Gilmar Mendes: alvo de críticas por medida corporativista | Foto: Antonio Augusto/STF

Em editoriais publicados nesta quarta-feira, 3, e quinta-feira, 4, os jornais O Estado de S. Paulo e Gazeta do Povo criticaram duramente a liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que restringe a possibilidade de impeachment de ministros da Corte. A decisão atende a pedidos do partido Solidariedade e da Associação de Magistrados Brasileiros (AMB).

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A liminar determina que somente o procurador-geral da República (PGR) poderá apresentar denúncias contra ministros do STF por crimes de responsabilidade, restringindo o direito que qualquer cidadão tinha de fazê-lo, previsto no artigo 41 da Lei n° 1.079/50, a chamada Lei de Impeachment. Além disso, a medida alterou o artigo 47, elevando o quórum necessário para a admissão da denúncia de maioria simples para dois terços dos membros do Senado. Por fim, a liminar também garante que o mérito de decisões judiciais não pode ser usado como base para impeachment.

‘Liminar de Gilmar Mendes é o fim da existência de contrapesos constitucionais ao Supremo’, diz Gazeta.

Segundo a Gazeta do Povo, a decisão representa uma blindagem inédita dos ministros, enfraquecendo os contrapesos constitucionais que garantem o equilíbrio entre os Poderes. “A consequência prática da liminar de Gilmar Mendes o fim da existência de contrapesos constitucionais ao Supremo, que se consolida como o poder absoluto no Brasil”, disse o jornal.

“Não há absolutamente nada na Constituição que esteja em conflito com a Lei 1.079 para justificar a alteração liminar de artigos, ainda mais em benefício próprio”, reafirmou o jornal.

Já o Estadão afirmou que a decisão pode ser vista como uma blindagem corporativista dos ministros, especialmente em um contexto de críticas recentes à Corte, e que o impeachment continua sendo um instrumento legal excepcional, mas legítimo, para responsabilizar ministros por atos ilícitos ou antiéticos.

“O impeachment de um ministro do Supremo é indesejável e traumático. Mas está previsto em lei”, declarou O Estado de S. Paulo. “É um instrumento excepcional, reservado a hipóteses igualmente excepcionais. Seu eventual uso cuidadoso não ameaçará os pilares da República. Ao contrário, reafirmá-los-á, ao mostrar que, no Brasil, não há poderes absolutos.”

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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3 comentários
  1. Almicre Piovezan
    Almicre Piovezan

    As eleições foram fraudadas, o 8 de janeiro é uma farsa e os ministros continuam no poder. E assim o governo caminha para o caos.
    Fora ministros sancionados por Trump. Fora narrigudo da PGR.

  2. Bruno Thiago
    Bruno Thiago

    Bom não foi por falta de aviso. Os caras agora realmente são “SUPREMO”, intocáveis.

  3. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    Hoje, 04/12/2025 às 09:57
    “Gilmar revolta Congresso e Alcolumbre cogita PEC para restabelecer regras do impeachment”
    “Gilmar muda lei para proibir o cidadão de pedir inclusive seu impeachment.” “ Decisão de Gilmar é blindagem e caminho sem volta.” “Supremo inalcançável: STF se declara mais Poder que os outros.” “ Blindagem de ministros do Supremo aumenta crise de divisão entre Poderes.”
    Gilmar Mendes, que dispensa comentários por suas decisões desairosas e nada republicanas, sempre em favor dos próprios interesses, TALVEZ tenha criado essa situação em um jogo combinado para chamar o Jorge Messias para a liça, e com a desfaçatez de sempre, retroceder na desgraça que regurgitou e CACIFAR JORGE MESSIAS para a vaga no STF como virtuoso pacificador, coisa que nem GILMAR nem MESSIAS são?
    Eis o fingimento calhorda na foia, sim, foia. “ AGU de Messias pede que Gilmar reconsidere a decisão de que só PGR pode pedir impeachment no STF.” BINGO, Gilmar Mendes, Jorge Messias, PT, STF, Lula e comandita associada. Daí que criarão a quimera da vez para ungir Gilmar Mendes, mostrando-o como democrático, virtuoso e clemente, coisas que ele não é, para ESCANCARAR a calhordice.
    ENTREVISTA DE JOSÉ DIRCEU “Quem quer alterar a legislação Penal ou Constitucional, tem que ir ao Congresso Nacional. O Judiciário não é. O Problema é que o Supremo Tribunal Federal, não sei porque esse nome Supremo, entendeu. Corte Constitucional, primeiro devia tirar todos os poderes do Supremo e ser uma Corte Constitucional. Depois que Judiciário não é Poder da República. A nossa Constituição estabeleceu Três Poderes, mas só existem Dois Poderes ELEITOS que têm soberania popular, o Legislativo e o Executivo. O Judiciário é um órgão, que se assume os poderes do Executivo e Legislativo abertamente, porque quando um Ministro do Supremo Federal avoga pra si um Decreto Presidencial sobre um INDULTO que é exclusiva competência discricionária do Presidente, nós estamos caminhando para uma ditadura da toga.” JOESLEY BATISTA SOBRE GRAMPEAR JOSÉ EDUARDO CARDOZO
    “ E no final, a realidade é essa. NÓIS não VAI ser preso. NÓIS sabemos que NÓIS NUM vai. Vamos fazer tudo, menos ser preso. Surtou por causa do Zé. Não, surtou porque NÓIS SABE se NÓIS entregar o Zé, NÓIS ENTREGA o Supremo. Eu falei pro Marcelo. Ô Marcelo, “ cê “ quer pegar o Supremo? Quero. Pega o Zé. Guarda o Zé que Zé ENTREGA o Supremo.
    NAYIB BUKELE PRESIDENTE DE EL SALVADOR
    “Se você não destituir os juízes corruptos, você não consegue consertar o país. Eles formarão um cartel — uma ditadura judicial — e barrarão todas as reformas, protegendo o sistema corrupto que os colocou no poder”, escreveu o presidente de El Salvador em suas redes sociais na noite desta terça-feira (25).
    OLAVO DE CARVALHO
    O óbvio dos óbvios. Uma democracia não pode ser instaurada por meios democráticos: para isso ela teria que existir antes de existir. Nem pode, quando moribunda, ser salva por meios democráticos: para isso teria que continuar saudável, enquanto vai morrendo. O assassino da democracia leva sempre vantagem sobre os defensores dela. Ele vai suprimindo os meios de ação democrática e, quando alguém tenta salvar as democracias por outros meios – os únicos possíveis – ele o acusa de antidemocrático. É assim que os mais pérfidos inimigos da democracia posam de supremos heróis da vida democrática.
    NÃO FOI POR FALTA DE AVISO.

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