A imprensa internacional transformou o incêndio na COP30 em um retrato das fragilidades operacionais da conferência em Belém. The New York Times, BBC News e Bloomberg relataram que delegados deixaram o centro de convenções “em pânico”. Os motivos foram principalmente a fumaça intensa, a correria e falta de informações oficiais. Para esses veículos, o episódio acentuou críticas já existentes sobre a infraestrutura e a capacidade de gestão da cúpula climática.
Segundo o New York Times, representantes de vários países correram para evacuar o espaço, montado em um antigo aeródromo, enquanto as chamas abriam um buraco no teto e atingiam estruturas próximas. A Bloomberg afirmou que milhares de participantes “foram forçados a fugir em pânico” em um dos últimos dias de negociação da conferência.
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Imprensa descreve cenas de tensão e desespero
As publicações ressaltaram que vídeos compartilhados pelos próprios delegados mostravam o fogo consumindo lonas e painéis, com equipes improvisando o uso de extintores para conter as chamas. A BBC descreveu delegações abrigadas sob o toldo de um posto de gasolina e centenas de pessoas sentadas no chão, enfrentando calor extremo e alta umidade depois da evacuação.
A cobertura estrangeira recuperou da mesma forma problemas anteriores. A BBC ouviu testemunhas que apontaram um curto-circuito como possível causa do incêndio. Já o New York Times destacou que a instalação da COP30 é alvo de críticas pela chuva que invadiu salas de reunião, pela falta de alimentação adequada e pela dificuldade do ar-condicionado em enfrentar as altas temperaturas da região.
Leia também: “O fiasco da COP30”, reportagem publicada na Edição 296 da Revista Oeste
Além disso, a ONU recebeu cobranças por mais segurança depois que manifestantes conseguiram invadir áreas internas da conferência. Para os veículos internacionais, o incêndio apenas agravou a percepção de desorganização.
A evacuação ocorreu por volta das 14 horas desta quinta-feira, 20, e deixou 13 pessoas atendidas por inalação de fumaça, embora sem feridos graves. A ausência de esclarecimentos oficiais rápidos foi ressaltada como parte do problema, ampliando a sensação de improviso.
Com a repercussão global, cresce a pressão sobre os organizadores para explicar a origem do incêndio, revisar os protocolos de segurança e evitar que a questão estrutural se sobreponha às negociações climáticas. Para a imprensa internacional, o episódio tornou-se um ponto crítico para a reputação da COP30.
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Daqui uma semana , a Globo vai noticiar que a COP30 foi um sucesso .
Falta adicionar uma informacao , sobre a estrutura montada , para abrigar a Blue Zone , este contrato é de responsabilidade da ONU , que contratou a empresa DMDL , para execucao das estruturas .
A DMDL É A OFFICIAL GENERAL CONTRACTOR OF COP 30 BLUE ZONE .