A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu críticas do jornal O Estado de S. Paulo, nesta sexta-feira, 21. Segundo o veículo, a escolha “resume a visão distorcida que Lula tem do STF”, ao priorizar “a lealdade pessoal em detrimento do notável saber jurídico”. O texto sustenta ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trata a Corte como extensão da arena política.
Além disso, o editorial relembra que Messias ficou conhecido como “Bessias” no episódio em que Dilma Rousseff tentou nomear Lula para a Casa Civil, em 2016, para garantir foro privilegiado ao petista. Messias era subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil, e, segundo o Estadão, sua trajetória não o coloca “naturalmente num nome adequado” para o Supremo.
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O jornal afirma ainda que o indicado não possui o “notável saber jurídico” exigido pela Constituição e que a escolha simboliza um “esvaziamento do espírito republicano” desde o retorno de Lula ao Planalto.
Messias é mais um indicado político de Lula, diz jornal
O texto também afirma que a indicação segue o mesmo padrão adotado com Cristiano Zanin e Flávio Dino, guiado por afinidade pessoal e cálculos políticos. Também menciona a conveniência eleitoral de nomear um evangélico para tentar aproximar Lula de um eleitorado resistente.
O editorial cita uma declaração de Messias ao assumir a Advocacia-Geral da União, quando disse que Lula “resgatou” seu nome, gratidão que, como confidenciou, “levaria para o túmulo”. Para o jornal, esse compromisso pessoal contrasta com a independência esperada de um ministro.
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O Estadão conclui que, diante do poder extraordinário do STF, indicações devem priorizar preparo técnico e compromisso institucional. Lembra ainda que a prerrogativa presidencial deve garantir ministros “independentes e comprometidos com a Constituição”, e não auxiliares promovidos por lealdade.









































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