publicidade
Imprensa

Estadão critica indicação de Jorge Messias ao STF

Editorial afirma que Lula ignora critérios técnicos e transforma vagas no Supremo em instrumento político

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, (e) conversa com ministro, Jorge Messias (d); este último foi indicado ao STF | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, (e) conversa com ministro, Jorge Messias (d); este último foi indicado ao STF | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu críticas do jornal O Estado de S. Paulo, nesta sexta-feira, 21. Segundo o veículo, a escolha “resume a visão distorcida que Lula tem do STF”, ao priorizar “a lealdade pessoal em detrimento do notável saber jurídico”. O texto sustenta ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trata a Corte como extensão da arena política.

Além disso, o editorial relembra que Messias ficou conhecido como “Bessias” no episódio em que Dilma Rousseff tentou nomear Lula para a Casa Civil, em 2016, para garantir foro privilegiado ao petista. Messias era subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil, e, segundo o Estadão, sua trajetória não o coloca “naturalmente num nome adequado” para o Supremo.

Receba nossas atualizações

Leia também: “De ‘Bessias’ a indicado ao STF: a trajetória de Jorge Messias”

O jornal afirma ainda que o indicado não possui o “notável saber jurídico” exigido pela Constituição e que a escolha simboliza um “esvaziamento do espírito republicano” desde o retorno de Lula ao Planalto.

Messias é mais um indicado político de Lula, diz jornal

O texto também afirma que a indicação segue o mesmo padrão adotado com Cristiano Zanin e Flávio Dino, guiado por afinidade pessoal e cálculos políticos. Também menciona a conveniência eleitoral de nomear um evangélico para tentar aproximar Lula de um eleitorado resistente.

O editorial cita uma declaração de Messias ao assumir a Advocacia-Geral da União, quando disse que Lula “resgatou” seu nome, gratidão que, como confidenciou, “levaria para o túmulo”. Para o jornal, esse compromisso pessoal contrasta com a independência esperada de um ministro.

+ Leia mais notícias de Imprensa em Oeste

O Estadão conclui que, diante do poder extraordinário do STF, indicações devem priorizar preparo técnico e compromisso institucional. Lembra ainda que a prerrogativa presidencial deve garantir ministros “independentes e comprometidos com a Constituição”, e não auxiliares promovidos por lealdade.

Saiba mais:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.