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Estadão reclama do STF e apoia PEC aprovada pelo Senado

'Se há algo controvertido no tema, trata-se do comportamento do Supremo, que passou a entender que seus ministros poderiam individualmente, à revelia da Lei 9.868/99, sustar atos do Poder Legislativo', afirma o jornal

Estadão STF PEC Senado
Ministro Gilmar Mendes, decano do Superior Tribunal Federal (STF) | Crédito: Carlos Moura/STF

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada pelo plenário do Senado Federal nesta semana, e que limita decisões monocráticas no Supremo Tribunal Federal (STF), passou a ter apoio para além dos bastidores do Congresso Nacional. Nesta sexta-feira, 24, o jornal O Estado de S. Paulo (Estadão) registrou torcer pelo avanço do texto.

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Em editorial, texto que representa a opinião de forma institucional de uma empresa de comunicação, o Estadão reclama da postura adotada pelo STF nos últimos tempos. De acordo com a publicação, a Corte passou a ser responsável por decisões que afetam diretamente o funcionamento do Poder Legislativo. Como exemplo, o jornal lista três fatos que ocorreram nos últimos anos — e que fez o Judiciário abordar questões que haviam sido analisadas pelo Senado e/ou pela Câmara dos Deputados:

  1. implementação do juiz de garantias;
  2. regras para nomeação de diretoras para estatais; e
  3. forma de distribuição dos royalties (participações) do petróleo.

“Se há algo controvertido no tema, trata-se do comportamento do Supremo”, afirma o Estadão, no editorial desta sexta-feira. Conforme análise do impresso, o STF “passou a entender que seus ministros poderiam individualmente, à revelia da Lei 9.868/99, sustar atos do Poder Legislativo.”

Estadão critica o STF e elogia Pacheco por avançar com PEC no Senado

Pacheco
Rodrigo Pacheco defende a votação de mandatos mais curtos para juízes da Corte | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Dessa forma, o jornal mantido pela família Mesquita foi além de tecer críticas ao STF. Consequentemente, a publicação usou o espaço do editorial para elogiar a postura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). De acordo com o veículo de comunicação, o senador acertou ao avançar com a PEC, que foi encaminhada à Câmara.

“Tem razão, portanto, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, quando diz que a PEC 8/2021 é ‘a busca de um equilíbrio entre os Poderes'”, afirma o jornal. “Reconhecendo que uma lei aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente da República pode ser declarada inconstitucional, mas que isso deve ser feito colegialmente, e não por apenas um ministro.”

O Estadão lembra, por fim, que a PEC aprovada pelos senadores não limita ações monocráticas do STF como um todo. A restrição se dá, a saber, apenas a decisões relacionadas ao Poder Legislativo. Dessa forma, o jornal paulista reforça que a Corte seguirá com “plenitude e independência” para seguir com suas atividades.

Leia também: “A liberdade proibida”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 191 da Revista Oeste

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8 comentários
  1. MNJM
    MNJM

    O Estadão acordou??? Antes tarde do que nunca.
    Na verdade tinha que ter uma renovação no colegiado. Temos militantes políticos ao invés de juízes.
    Pacheco coloque em pauta o impeachment do ditador Moraes, com suas inconstitucionalidades apoiada pelos demais tem destruído vidas e famílias. Um já morreu. Grande parte da sociedade detesta esses togados ativistas políticos, cuja máscara caiu de vez..

  2. Antonio C. Lameira
    Antonio C. Lameira

    Não importa se no passado o jornal optou pela a esquerda, hoje na politica ministros que demonizava Lula estão de braços dados, só existe um personagem politico que pulou do balaio e até hoje é ante petista… CIRO GOMES… amigos, vamos se ater aos fatos, deem graças a Deus do Estadão virar a página, noticiando somente noticias verdadeiras, se desvinculou do Globo e todos jornais, revistas,… Reinaldo Azevedo, se tornou incoerente nas suas analises politicas, no passado tão critico do PT, atualmente é servidão do PT.

  3. CARMENCITA S DE BARROS
    CARMENCITA S DE BARROS

    O que aconteceu com o Estadão? Não está recebendo verbas do Desgoverno?

  4. Eraldo Fonseca
    Eraldo Fonseca

    Tanto o presidente do Senado Federal quanto o Estadão demoraram a reconhecer as arbitrariedades do STF querendo legislar, interferindo nos demais poderes e usando de ABUSO DE PODER contra a sociedade.
    Gilmar Mendes poderia seguir o exemplo de Joaquim Barbosa e mudar de vez para Portugal, país que ele tanto gosta.

    1. Eraldo Fonseca
      Eraldo Fonseca

      Cargo vitalício por indicação, mesmo que da presidência da República, não deveria existir.

  5. Otavio Lazario de Queiroz
    Otavio Lazario de Queiroz

    O sistema votalicio vai contra princípios democráticos. Esse é um exemplo, com caneta vitalícia nas mãos, impunes eles atropelam as leis.

  6. PCC
    PCC

    Tivemos a grande oportunidade em 2022 de manter as nossas liberdades e o estado de direito, porém, com apoio da mídia permitimos que o poder nos fosse tirado através de eleições, ao que tudo indica fraudadas. Agora não adianta chorar.

  7. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Ainda bem, pois o STF se encaminhava para a adoção da pena de morte no Brasil a revelia do Congresso. E isto já acontece com presos em prisão temporária e sem sentença nem de primeiro grau.

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