publicidade
Imprensa

Folha critica atuação da AGU em monitoramento de redes sociais

Em editorial, o jornal afirma que o órgão extrapola funções ao notificar plataforma para remoção de postagens sobre projeto de lei

Prédio da AGU
AGU pediu a remoção de posts de dez perfis | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Em editorial publicado na noite desta segunda-feira, 27, o jornal Folha de S.Paulo criticou a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) no debate público digital. A publicação questiona a atuação da Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD), que notificou a rede social X para remover ou rotular publicações sobre o projeto de lei (PL) contra a misoginia.

“A função da AGU é representar a União judicial e extrajudicialmente, além de prestar consultoria jurídica ao Poder Executivo”, afirmou o jornal. “Regular opiniões sobre os Poderes e seus agentes definitivamente não faz parte desse escopo.”

Receba nossas atualizações

Segundo a Folha, o órgão está expandindo seu raio de ação de maneira indireta, por meio da PNDD, criada no primeiro dia do terceiro mandato do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Debate público e liberdade de expressão

O texto trata do pedido por parte da AGU para a remoção ou sinalização de dez postagens sobre o PL destinado a punir a misoginia. O projeto foi aprovado pelo Senado em março e tramita na Câmara dos Deputados.

Leia também: “A pedido de Erika Hilton, AGU notifica cidadãos que criticaram ‘PL da Misoginia

Segundo a Folha, algumas postagens notificadas realmente continham informações imprecisas ou confundiam propostas legislativas específicas. No entanto, o jornal defende a ideia de que tais distorções fazem parte de uma controvérsia política e jurídica legítima, com erros e exageros que integram o debate público nas democracias liberais.

Para a publicação, o fato de a AGU alegar que as postagens “atacam a integridade do processo legislativo” não justifica uma intervenção direta sobre o que o cidadão consome na internet.

AGU não tem papel de regulador das redes sociais

O jornal também relaciona o fortalecimento dessas notificações à reinterpretação do Marco Civil da Internet pelo Supremo Tribunal Federal em 2025. A decisão da Corte prevê punições para o descumprimento de notificações sobre conteúdos irregulares.

Segundo o texto, esse caso não se enquadra na decisão.

“A própria decisão da Corte deixa claro que a punição só se dará no caso de desobediência a notificações extrajudiciais relativas a conteúdos criminosos ou ilícitos, o que não parece ser o caso do debate, ainda que equivocado, sobre um projeto de lei”, afirma a Folha.

De acordo com o jornal, o Congresso Nacional é quem deve discutir e decidir qualquer tentativa de regulação do ecossistema digital no Brasil.

+Leia mais notícias de Imprensa em Oeste

1 comentário
  1. paulo jose do nascimento filho
    paulo jose do nascimento filho

    E o Bessias, otarios! Vai fhca pior no STF

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.