O avanço do crime organizado, especialmente do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV), exige que o Estado brasileiro assuma a responsabilidade de derrotar seus próprios criminosos com inteligência e integração. O editorial publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo neste sábado, 30, defende que o combate às máfias nacionais cabe exclusivamente às autoridades do país. A publicação ressalta que nenhuma canetada de Washington será o suficiente para livrar o território da violência e que a solução definitiva depende de ações policiais concretas.
+ Leia mais notícias de Imprensa em Oeste
Receba nossas atualizações
Contudo, a publicação ressalta que os Estados Unidos possuem o direito soberano de carimbar as facções nascidas no Brasil como grupos terroristas para proteger os interesses da Casa Branca. Também ressalta que isso não significa que fuzileiros navais norte-americanos desembarcarão na Baía de Guanabara para patrulhar as ruas fluminenses. O Estadão aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva erra ao focar em discursos inflamados e pede que o chefe do Executivo use a serenidade para negociar diretamente com o presidente Donald Trump.
Lula deve trocar discursos por cooperação internacional
O governo federal precisa deixar as bravatas de lado se quiser resguardar os interesses do Brasil de forma madura. O Palácio do Planalto deve combinar a defesa da soberania com o estreitamento das relações diplomáticas com a nova gestão norte-americana. O enfrentamento a essas estruturas altamente complexas exige a construção de um ambiente de cooperação permanente com Washington para asfixiar o dinheiro que os criminosos movimentam fora das fronteiras brasileiras.
O Estado de S. Paulo constata que o PCC e o CV deixaram de ser bandos locais de tráfico de drogas há décadas para se transformarem em máfias transnacionais. O poder dessas facções para espalhar o medo em metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro e capitais das regiões Norte e Nordeste é uma realidade cruel. O jornal garantiu apoio total a qualquer medida institucional que sirva para fortalecer o poder de repressão da máquina estatal contra os bandidos.
Leia também: “Eduardo Bolsonaro cita ‘novos passos’ dos EUA depois de PCC e CV”
Flávio rebate Lula por fala sobre PCC e CV: ‘Nossos, não; seus criminosos’
Empresas supostamente ligadas ao PCC receberam repasses em Goiás
Senado quer ouvir representante dos EUA, sobre a classificação de facções como terroristas
Estadão? Que moral tem para discutir este assunto, pois há pelo menos 4 anos defende ditadura. Nunca nos esqueceremos.