Editorial do jornal Folha de S.Paulo afirma que o escândalo envolvendo o Banco Master ainda não havia chegado ao Supremo Tribunal Federal (STF) quando o ministro Gilmar Mendes adotou uma medida considerada incomum para proteger integrantes da Corte. Segundo o texto, uma decisão monocrática proferida no início de dezembro estabeleceu regras que dificultariam o impeachment de ministros, atribuição que, pela Constituição, cabe ao Senado.
O editorial relata que, dias depois, o ministro Dias Toffoli determinou a subida do caso ao STF, em movimento descrito como o primeiro de uma série de decisões controversas. A avaliação ganhou peso depois da revelação de relações financeiras entre Toffoli e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Desde então, segundo o jornal, decisões de Gilmar Mendes passaram a ter caráter mais direcionado.
Receba nossas atualizações
Editorial relata série de decisões “heterodoxas”
O texto destaca que, em fevereiro, Gilmar Mendes suspendeu a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt, que teria Toffoli como sócio e ligação com o fundo Arleen, associado a Vorcaro. A medida contrariou decisão da CPI do Crime Organizado, sendo classificada pelo editorial como juridicamente heterodoxa.
Na quinta-feira 19, ainda de acordo com o jornal, o ministro também suspendeu a quebra de sigilo do próprio fundo Arleen. A justificativa foi a ausência de análise individualizada por parte da comissão parlamentar, apesar de o fundo ter investido R$ 35 milhões em um resort ligado à empresa de Toffoli.
Leia também: “O choro sem lágrimas”, reportagem publicada na Edição 314 da Revista Oeste
Para o editorial, há uma percepção inevitável de que magistrados estariam utilizando suas prerrogativas para autoproteção. O texto menciona ainda o ministro Alexandre de Moraes, cuja mulher teria mantido contrato milionário com o Banco Master, como outro elemento que reforça o cenário de suspeitas.
Segundo a publicação, Moraes também determinou investigação na Receita Federal para apurar possíveis quebras de sigilo envolvendo ministros e familiares, o que foi interpretado como reação institucional.
O jornal avalia que a crise pode se intensificar com uma eventual delação premiada de Vorcaro, que já teria firmado acordo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal. O editorial sustenta que seria inaceitável qualquer acordo que não esclareça as relações do ex-banqueiro com ministros do STF.
O texto também aponta limitações nos mecanismos de controle sobre magistrados. Investigações pela Polícia Federal dependem de autorização do presidente da Corte, Edson Fachin, que enfrentaria resistências internas até para implementar um código de ética.
+ Leia mais notícias de Imprensa na Oeste





































SÓ SETE ANOS PRA BELA ADORMECIDA ACORDAR…..
CRUEL !
Nunca iremos esquecer que a Folha e seus comparsas blindaram essa gente nos últimos anos.
Agora é tarde pra arrependimento, Folha!
Comparando com bernes que infestam animais, o Brasil tem focos de bicheiras nos três poderes. A carne dos tecidos tem sido devoradas no subcutâneo, deixando um odor fétido horrível em seus entornos e no organismo como um todo. Parece que o bernicida eficaz que remova esses focos do sistema, será o spray prata ou azul, isto é, a união das mídias, independentemente das tendências políticas ou sociológicas que adotem. Somente com esse recente despertar para o que verdadeiramente acontece por aqui, a massa será conscientizada e a lei será aplicável para todos, sem distinção. E nenhum resíduo de larvas permaneça no Sistema.