Os principais jornais do país reagiram com dureza à decisão do ministro Gilmar Mendes de suspender a quebra de sigilos da Maridt Participações, empresa que tem o ministro Dias Toffoli como sócio. Em editoriais publicados nesta quarta-feira, 4, o Estadão e a Gazeta do Povo convergem na tese de que o Supremo Tribunal Federal (STF) utiliza expedientes heterodoxos para impedir investigações que atinjam seus próprios integrantes, ignorando ritos que a própria Corte impõe aos demais Poderes. A Folha de S.Paulo também publicou um editorial sobre a blindagem nesta terça-feira, 3.
+ Leia mais notícias de Imprensa em Oeste
Receba nossas atualizações
O Estadão classificou a medida como “garantismo à la carte“. O jornal destaca a contradição de Gilmar Mendes, que acusou a CPI do Crime Organizado de “abuso de poder” e “extrapolação de objeto” um dia após referendar os inquéritos “intermináveis e metamórficos” conduzidos por Alexandre de Moraes. Para o periódico paulista, a elasticidade jurídica do STF desaparece quando a investigação mira o tribunal, transformando-se em um bloqueio antecipado de coleta de informações.
A ‘manobra da ressurreição’ processual
A Gazeta do Povo detalhou o que chamou de “elástico jurídico” aplicado por Gilmar Mendes. Para evitar que o pedido da empresa de Toffoli fosse a sorteio aleatório, a defesa peticionou dentro de uma ação de 2021, já arquivada, que tratava da CPI da Covid e da produtora Brasil Paralelo. Gilmar, que era o relator daquele caso antigo, “ressuscitou” o processo apenas para decidir a favor do colega e, em seguida, determinou a destruição de qualquer material já enviado aos senadores.
O editorial da Gazeta afirma que a manobra deixou perplexos setores da opinião pública e classificou a ação como puro “corporativismo”. O jornal rebate a tese de falta de fundamentação da CPI, lembrando que a Maridt vendeu cotas de um resort a um fundo ligado à administradora Reag — empresa citada na Operação Carbono Oculto por suspeitas de lavagem de dinheiro para o crime organizado.
O ‘STF Futebol Clube’ em campo
A Gazeta do Povo cita ainda a expressão “STF Futebol Clube” para descrever o espírito de corpo na Corte. Além de Gilmar, o editorial menciona a colaboração do ministro André Mendonça, que dispensou os irmãos de Toffoli de comparecerem à CPI. O jornal argumenta que, embora exista o direito à não autoincriminação, isso não desobriga o comparecimento, e que a blindagem impede que o país receba respostas sobre a rede de empresas investigada.
O Estadão conclui que um Poder que define unilateralmente seus próprios limites já não interpreta a Constituição, mas a administra em defesa de interesses pessoais. O jornal ressalta que a concentração de qualquer investigação de ministros em um único gabinete — o de Gilmar — tensiona princípios elementares do Estado de Direito, como o juiz natural e a transparência.
Leia também: “Gilmar avalia levar ao plenário do STF debate sobre quebras de sigilo por CPIs”






































A “grande imprensa” – vendida há muito tempo ao “sistema” – ao parece começou a entender o tamanho da canalhice que ela tem apoiado vergonhosamente. Parece que estão acordando, ao ponto de até descobrirem tudo aquilo que tem estado óbvio para qualquer indivíduo honrado, sério, honesto: que o STF e grande parte do Judiciário , que grande parte do Legislativo e o Executivo foram transformados numa grande organização mafiosa. E a tarefa dos gilmares da vida, no momento, é tentar salvar os rabos dos comparsas.
Eu não tenho qualquer dúvida que esse Gilmar KK – o grande provedor de habeas corpus para criminosos e compadres – tem o rabo preso nas maracutaias do Volcaro. Já está claro que Moraes e Toffoli eram do time do cara. e se locumpletaram com o esquema. Já está claro que o Alcolumbre está totalmente envolvido nelas via esquemão do INSS, senão, para que os sigilos impostos por ele?
O envolvimento do Motta ainda não está claro para mim. Mas age como o calhorda corrupto que sempre foi. Ele, os pais e parentes tem rabo preso no STF.
Enfim …. Os três poderes atuais conseguiram deixar os mafiosos da Sicilia na posição de meros aprendizes de batedores de carteira….
A se fossemos homens com METADE da coragem daqueles garotos nepaleses ou das mulheres iranianas, JÁ TERÍAMOS resolvido o problema e feito a faxina total.