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'Desconto eleitoreiro': Estadão diz que Lula quer maquiar conta de luz em ano pré-eleitoral

Editorial critica MP do governo, alerta para risco de tarifaço, impacto na indústria e repete os erros do setor elétrico na era Dilma

Lula Alcolumbre
O descontentamento é total entre os parlamentares da oposição Financeiras | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Em editorial publicado nesta sexta-feira, 21, o jornal O Estado de S. Paulo critica a nova proposta do governo Lula para o setor elétrico, apresentada por meio de uma medida provisória (MP). A proposta amplia o número de consumidores de baixa renda isentos de pagar a conta de luz ou com direito a desconto, alcançando cerca de metade da população. O custo, estimado em R$ 4,45 bilhões, será repassado à classe média e à indústria eletrointensiva.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tentou minimizar o impacto e alegou que a tarifa subiria “apenas 1,4%, e por pouco tempo”, ao justificar que haverá cortes em outros subsídios e abertura do mercado livre de energia. No entanto, o jornal ressalta que “a história recente prova que promessas de redução do custo da energia não se materializam como o governo propõe” e cita como exemplo o fracasso da MP 579, de Dilma Rousseff.

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A indústria eletrointensiva deve ser a mais prejudicada, com previsão de aumento de até 20% no custo da energia, segundo a Abrace. O editorial ressalta que isso entra em contradição com o discurso do governo sobre “neoindustrialização”, já que energia cara pode inviabilizar produção e exportações.

O jornal também destaca que o governo Lula evitou mexer nos subsídios para a geração distribuída, especialmente dos painéis solares

O texto também destaca que o governo evitou mexer nos subsídios para a geração distribuída, especialmente dos painéis solares, “segmento que construiu uma bancada para chamar de sua no Congresso”, o que pode facilitar a aprovação.

O risco, segundo o jornal, é que o Congresso aprove apenas os benefícios populistas para baixa renda e transforme o restante da MP em “um festival de jabutis”, ao criar novos subsídios que pesam no bolso dos consumidores.

“O governo Lula, no entanto, está disposto a correr esse risco em nome da reeleição”, enfatizou o Estadão.

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4 comentários
  1. Márcio S. Tani
    Márcio S. Tani

    Pois é, o governo quer comprar votos para o ano que vem e quem paga os votos é a população que paga suas contas em dia!!! Agora NÓS seremos obrigados a pagar a compra de voto desse vagabundo!!!

  2. Roberto Costa (Corretor CRECI PB 9131)
    Roberto Costa (Corretor CRECI PB 9131)

    👿 IDEIA: Que tal somar o prejuízo da populista MP da conta de luz e descontar do salário dos parlamentares, chefes de governo e membros do judiciário?
    #vergonha 🇧🇷

  3. João José Augusto Mendes
    João José Augusto Mendes

    Não existe almoço grátis, alguém pagará a conta. Agora me admira uma jornal que fez o L agora concluir que fez burrada, agora é tarde, e teremos essa mediocridade até 2026.

  4. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    O Governo Lula sabe que pode fazer o que quiser já que tem um público de ignorante cativos, bem como um bando de alienados, corruptos e medíocres, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, das quais o próprio Estadão é uma delas!

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