A jornalista Adriana Araújo, do Jornal da Band, criticou as ações da Polícia Federal (PF) contra o jornalista português Sérgio Tavares. Ela deu a declaração nesta segunda-feira, 26, em editorial da emissora.
A crítica se amparou no fato de que, no domingo 25, Sérgio Tavares foi detido pela PF sob a alegação de que ele precisaria de um visto para entrar no país. Contudo, essa exigência não existe para repórteres que partem de países da União Europeia, como Portugal.
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“Democracia é uma palavra bonita no discurso, mas na prática exige respeito e a garantia de direitos a todos”, observou Adriana Araújo. “O que a Polícia Federal fez não condiz com o que somos: um Estado democrático.”
A vinda do jornalista português ao Brasil, de maneira independente, era fazer a cobertura das manifestações que ocorreram no mesmo dia, na Avenida Paulista, em São Paulo. As autoridades também perguntaram ao jornalista sobre “comentários que fez a respeito da democracia no Brasil, ao dizer que o país vive uma ditadura do Judiciário”.
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A jornalista da Band considerou que a Polícia Federal poderia interpelar Sérgio Tavares sobre o visto de trabalho, mas jamais interrogá-lo sobre o que ele pensa do Brasil ou sobre qualquer outro tema.
“Para liberar ou barrar a entrada de alguém no país o que importa é a documentação; se o visitante é suspeito de algum crime; se traz na bagagem algo proibido”, explicou Adriana Araújo. “No caso, era um jornalista com as ideias dele.”
Leia na íntegra o comentário da jornalista da Band
“Para liberar ou barrar a entrada de alguém no país o que importa é a documentação; se o visitante é suspeito de algum crime; se traz na bagagem algo proibido. No caso, era um jornalista com as ideias dele, que veio ao Brasil acompanhar os atos na Avenida Paulista, que reunia apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Polícia Federal poderia questioná-lo sobre o visto de trabalho, mas jamais interrogá-lo sobre o que ele pensa do Brasil ou sobre qualquer outro tema. Democracia é uma palavra bonita no discurso, mas na prática exige respeito e a garantia de direitos a todos. O que a Polícia Federal fez não condiz com o que somos: um Estado democrático.”
Caso Sérgio Tavares: partido político português chama o Brasil de “ditadura”
O partido português Alternativa Democrátia Nacional (ADN) divulgou uma nota em suas redes sociais. No comunicado, exigiu que o governo lusitano se posicionasse sobre a detenção do jornalista português.
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Segundo o comunicado à imprensa lusitana, a sigla, presidida por Bruno Fialho, chamou o episódio que envolveu o jornalista de “perseguição fascista de uma extrema esquerda”. Também acusou o governo português de ser complacente com o governo petista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Lula da Silva tem de ser responsabilizado por este ataque político a um cidadão português! pic.twitter.com/MnKvqz5HID
— ADN Portugal (@ADN_Portugal) February 25, 2024






































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