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Apresentadora da Band conta a sensação de saber que estava com câncer

Jornalista Mirelle Moschella tinha 34 anos quando recebeu o diagnóstico da doença no colo do útero: “A tristeza tomou conta de mim”

Mirelle Moschella: destaque no jornalismo esportivo por meio de coberturas sobre os combates no UFC | Foto: Reprodução/Redes sociais
Mirelle Moschella: destaque no jornalismo esportivo por meio de coberturas sobre os combates no UFC | Foto: Reprodução/Redes sociais

Diagnosticada com câncer de colo do útero, a jornalista e apresentadora da Band Mirelle Moschella diz que seu mundo desabou ao saber da doença. “A tristeza tomou conta de mim. Passei por um momento de luto comigo mesma, mas virei a página. Criei uma força interior e não permiti que isso me abalasse mais”.

O relato da jornalista está numa uma reportagem do canal Viva Bem, no site Uol, em referência a março, mês de prevenção de câncer de colo do útero. Em processo de remissão, que é a diminuição ou o desaparecimento da anomalia em resposta ao tratamento, Mirelle usa a sua experiência para tentar principalmente conscientizar outras mulheres.

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Apresentadora: “Saíam coágulos enormes”

Aos 39 anos, ela destaca sobretudo a importância de se tomar a vacina contra o HPV. Meia-maratonista, a apresentadora relembra que tinha acabado de andar de bicicleta quando foi tomar banho e percebeu uma hemorragia muito forte. “Saíam coágulos enormes que cabiam na palma da minha mão. O fluxo era muito intenso, diferente da menstruação”. 

Ela conta que ligou para o ginecologista. O médico suspeitou que pudesse ser um aborto espontâneo, “mas eu e meu marido nos cuidávamos, não queríamos ter filhos. Desse modo, o médico me receitou um remédio para parar o sangramento que durou 11 dias”.

Mirelle conta então que o médico a encaminhou para uma colega para início de investigação. “Costumava fazer os exames ginecológicos uma vez por ano. A última vez, contudo, fora há dois anos. Fiz o papanicolau, o ultrassom transvaginal, a colposcopia e uma conização, em que retiraram um pedaço do colo do útero na forma de um cone, para biópsia”.

A jornalista recorda-se que estava gravando um programa de esportes para a Band quando a médica ligou e disse: “‘Mi, preciso falar com você’. Meu coração ficou apertado e minha intuição dizia que era algo mais sério”. Segundo ela, dar a notícia para os pais foi um dos momentos mais tristes e frustrantes. 

“Senti medo, fiquei sensível, passei por um luto de mim mesma e chorei tudo o que podia chorar. No dia seguinte, era outra pessoa, não caía uma lágrima, virei a página. Conheci uma Mirelle fortaleza que até então não conhecia. Ergui minha cabeça e falei: ‘Vamos embora. O que eu preciso fazer?'”.

Ela conta que o tratamento oncológico é complexo e desafiador. “A minha cura aconteceu de dentro para fora. Durante essa fase, adotei algumas estratégias que me fortaleceram e me deixaram inabalável”. Mirelle explica que escrevia no espelho do banheiro: ‘Tudo passa’. “Era uma frase simples, mas impactante. Dizia para mim mesma: ‘Calma, Mirelle, tenha força e fé, porque tudo vai passar’ e passou”.

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