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A crítica do colunista de O Globo ao TSE

Demétrio Magnoli escreve sobre a 'soberania' da Justiça Eleitoral no Brasil

TSE
“No fundo, os juízes operam com o poder de cassar a soberania popular”, argumenta Magnoli | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O colunista Demétrio Magnoli critica o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em artigo publicado nesta segunda-feira, 26, no jornal O Globo. Ele afirma, por exemplo, que os eleitores norte-americanos são soberanos. Enquanto isso, no Brasil, os membros da Justiça Eleitoral têm a soberania, avalia o articulista.

Nesse sentido, Magnoli faz referência ao caso do líder socialista norte-americano Eugene Debs, que, em 1920, concorreu à Presidência dos Estados Unidos mesmo cumprindo pena em uma penitenciária. O colunista ressalta a separação dos domínios da Justiça e da política nos Estados Unidos, onde a prisão não anula os direitos políticos.

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No entanto, no Brasil, a cidadania é vista como algo secundário, o que permite ao TSE decidir quem pode ou não se candidatar, conforme afirma o profissional de O Globo. “No fundo, os juízes operam com o poder de cassar a soberania popular”, argumenta Magnoli. “Os eleitores perdem o direito de votar nos candidatos de sua preferência. A tutela judicial dos eleitores ocorre sistematicamente nas disputas para cargos parlamentares.”

Com a retomada nesta semana do julgamento no TSE que pode tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível por oito anos, o colunista afirma: o eleitor acaba punido com decisões tomadas pela Justiça Eleitoral. “Ao vetar candidaturas, sob o pretexto de punir indivíduos, os juízes cancelam direitos de vastas parcelas da sociedade”, critica Magnoli. “No fundo, é a democracia que vai para a cadeia.”

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TSE Bolsonaro
Políticos aliados e apoiadores estão pedindo ajuda financeira para Bolsonaro pagar suas multas judiciais | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

No texto de O Globo em que critica o TSE, Magnoli também afirma que a prerrogativa judicial de configurar as disputas eleitorais, eliminando antecipadamente certos candidatos, leva à politização do sistema de Justiça. Conforme o colunista, os magistrados sabem que são “grandes eleitores” e suas preferências podem contaminar decisões.

O colunista menciona, por fim, que Bolsonaro não deve ser preso. Enquanto isso, os eleitores podem ser sentenciados com a inelegibilidade dele definida pelo TSE. A íntegra do artigo de Magnoli em O Globo está disponível no site do jornal.

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10 comentários
  1. Paulo Ricardo de Oliveira Pinto
    Paulo Ricardo de Oliveira Pinto

    Como disse Rui Barbosa:
    “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.
    O poder Judiciário anula o Executivo e chantageia o Legislativo. E o Senado não faz nada.
    Nós seremos a Venezuela amanhã !!!

  2. MB
    MB

    Dá para confiar nas opiniões de Demétrio Magnolli, mesmo sendo crítico do TSE?

  3. Dalmacio Irapuan dos Santos
    Dalmacio Irapuan dos Santos

    Esse tal de (T)odos (S)ão (E)gocêntricos, o famiferado TSE, serve para quê, mesmo?

  4. Reginaldo Corteletti
    Reginaldo Corteletti

    “Suprema Corte dos EUA decide que condenação por ameaças online viola liberdade de expressão. “ artigo da Goias se contrapõe ao que pública sobre as decisões do STF no Brasil. Uma vergonha!

  5. Adail da Costa Leite Filho
    Adail da Costa Leite Filho

    Nem tudo esta tao podre no reino da Dinamarca.

  6. PCC
    PCC

    Esse e outros safados deveriam é ficar calados. Esse aí ajudou a eleger o pilantra. Quem ajuda bandido, bandido é.

    1. Dalmacio Irapuan dos Santos
      Dalmacio Irapuan dos Santos

      Os imbecis estão estratégicamnete espalhados pelo mundo para que você encontre ao menos um por dia!

  7. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    A gente ocupa esta espaço democrático e nem sabe o que acontece com o comentário. Dá vontade de falar muita coisa. Mas, respeita-se também a limitação do espaço e dos olhos cansados dos jornalistas que perdem tempo lendo… O povo que não tem ligação com o mundo jurídico sabe o básico. Numa eleição é proibido comprar votos, surrar ou matar adversários ou eleitores comprometidos com algum político ou partido. Sabem que é proibido financiar transporte de eleitoes para votarem em bairros distantes ou até mesmo cidades onde estão o seu domicilio eleitoral. Sabe o povo também que manipular urnas, mesários e outras pegadinhas, como usar bandeiras e camisetas próximas as seções eleitorais ou até mesmo impedir de alguém votar. Se algum candidato ou partido estiver comprometido com essas contravenções devem ser investivados e processados nos lmites da lei. Se for provado tudo e ele se eleger a decisão deverá ser muito estudada e balanceada a condenação, como uma dozimetria na área penal. De acordo com o crime, o tamanho da pena. Caçar ou cassar o mandato é algo muito especial. Se até chefes de traficantes tem suavizado suas penas não é lógico e justo colocar a mesma pena para um candidato infrator. Nos casos apontados, prejudicou ou ajudou o candidato? Existe uma diferença entre o eleito e o não eleito. Existe pena para o ladrão que ficou provado que roubou e não pode ter a mesma pena para alguém que pensou roubar ou levar vantabem que não houve. O TSE deveria saber das críticas e políticos de esquerda que criticaram duramente as urnas eletrônicas, como o Requião, mas parece que eles só enxergam o Bolsonaro.

  8. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    O Jornal O Globo é um lixo, mas nesse artigo o autor tem razão.

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