A 11 dias do encerramento da COP30, a fotógrafa das Organização das Nações Unidas (ONU) descreveu, nas redes sociais, uma sucessão de incidentes que transformaram a conferência do clima, em Belém, na experiência mais difícil de sua trajetória profissional.
Conforme Kiara Worth, a rotina incluiu chuvas torrenciais, alagamentos, falhas de energia e de abastecimento de água. Além disso, muito calor, frio intenso e a presença constante de militares. Na quinta-feira 20, porém, escreveu a sul-africana, a situação atingiu um novo patamar com um grave incêndio que forçou a “evacuação imediata”.
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Fotógrafa descreve ambiente como tenso e “pesado”
A profissional relatou que o dia já havia começado tenso. As negociações climáticas seguiram madrugada adentro. Ao chegar ao local, ela encontrou um clima pesado, marcado pela pressão do prazo. Restava apenas um dia de conferência e ainda havia muito por avançar.

Logo cedo, Kiara acompanhou uma série de reuniões bilaterais envolvendo países, representantes da Convenção do Clima da ONU, a presidência da COP e o secretário-geral António Guterres. “Este é o momento para liderança”, afirmou Guterres. “É preciso coragem. Sejam ousados. Sigam a ciência. Coloquem as pessoas antes do lucro. E, por favor, mantenham os olhos na linha de chegada”, reproduziu a fotógrafa em seu texto.
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Kiara conta que menos de duas horas depois do discurso, o cenário virou caos. A equipe de segurança da ONU precisou retirar o secretário-geral pelos fundos do prédio depois de uma ordem de evacuação. Vídeos que circulavam em seguida mostravam labaredas, fumaça e os restos carbonizados de um pavilhão que ela havia visitado no dia anterior — “agora reduzido a uma estrutura derretida”.
A fotógrafa afirmou que ainda não há informações sobre a causa do incêndio, mas ressaltou que a segurança da ONU agiu rapidamente. O fogo foi contido, não houve feridos e o local permanece temporariamente fechado enquanto as equipes aguardam novas avaliações. “É algo completamente inédito. Nada parecido já tinha acontecido”.
A incerteza, acrescentou, atingiu também as negociações. “Não está claro se os trabalhos serão retomados ainda hoje, tampouco se será possível produzir um resultado robusto após a interrupção. Esta tem sido a COP mais difícil que já fiz”.
Para ela, o episódio simboliza um alerta maior. “Viemos aqui buscar um acordo climático, mas talvez a verdadeira lição seja mais profunda. O mundo inteiro está queimando, e temos uma pequena janela para decidir o que vai emergir dessa fumaça”.
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A “COPO” 30 será sempre lembrada pela falta de capacidade em organizar um evento internacional.
Se não conseguem organizar um evento, como irão administrar um país complexo como o Brasil.
A COP 30 está sendo e será lembrada por apresentar a realidade de país, de uma região e de um governo negligente, incompetente, que acredita em discursos e narrativas, que vergonha aos brasileiros.