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Justiça volta a negar ação de deputada petista contra Ratinho

Decisão reforça série de derrotas da deputada em processos iniciados em 2021

Foto do apresentador Ratinho nos estúdios do SBT
Para Hilton, as falas de Ratinho negam sua condição feminina e questionam a participação de mulheres trans em espaços institucionais | Foto: Divulgação/SBT | Foto: Divulgação/SBT

O juiz Paulo Sérgio da Silva Lima, da Justiça do Rio Grande do Norte, rejeitou o pedido da deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) para condenar o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais.

A parlamentar também queria obrigá-lo a se retratar por declarações feitas em um programa de rádio.

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O caso remonta a 2021, quando Ratinho comentou, durante sua atração, um projeto de lei apresentado pela deputada sobre o uso da expressão “marido e mulher” em uniões civis. Desde então, a disputa judicial se desdobra em diferentes frentes e acumula decisões desfavoráveis à parlamentar.

A nova decisão reforça esse histórico. Em janeiro, a Justiça já havia afastado o pagamento de R$ 2 milhões solicitado pelo Ministério Público Federal. O processo também avançou até a segunda instância, onde o Tribunal Regional Federal da 5ª Região inocentou o apresentador.

Decisões repetem entendimento sobre crítica política

No julgamento mais recente, o magistrado entendeu que as falas de Ratinho se mantiveram no campo da crítica política e não configuraram dano moral indenizável. Segundo ele, pessoas em cargos públicos se expõem mais a esse tipo de manifestação.

deputada-natalia-bonavides-pt
Ratinho também fez comentários sobre a aparência da deputada Natalia Bonavides | Foto: Reprodução/Redes Sociais/Instagram/@nataliabonavides

Durante o programa, Ratinho afirmou: “Tinha que eliminar esses loucos. Não dá para pegar uma metralhadora, não?”. Ele também fez críticas à parlamentar e utilizou termos ofensivos.

A defesa de Bonavides informou que vai recorrer. Em nota, afirmou: “Sugerir que uma parlamentar seja ‘metralhada’ e dizer que ela deveria ‘lavar a cueca do marido’ não é liberdade de expressão, é violência”. Já a defesa de Ratinho declarou que o apresentador não comenta decisões judiciais.

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