Foi no dia 27 de março de 2020. A Oeste ainda estava instalada numa sede muito pequena, com uma equipe reduzida. Se limitava a uma revista digital semanal e um site. A TV era uma perspectiva distante.
A primeira capa tratava do assunto que paralisava o país e boa parte do mundo na época: a pandemia de Covid-19. Esse era o início da primeira Carta ao Leitor: “A Revista Oeste lança sua Edição 1 num dos momentos mais desafiadores da história da humanidade. Em uma realidade devastada pela epidemia do coronavirus, a edição busca apresentar caminhos para o retorno da nossa produção econômica, sem esquecer que é fundamental preservar vidas e encontrar a cura”.
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José Roberto Guzzo abria a revista com o artigo Viver em quarentena é apenas existir. O resumo dizia tudo, no seu estilo direto: “Ou o país começa de novo a produzir, o mais rápido possível. ou daqui a pouco não vai haver mais Brasil nenhum”.
A maior parte dos colunistas – Frank Furedi, Bruno Garschagen, Bruno Garschagen, Guilherme Fiuza, Wilson Lima e Ana Paula Henkel – comentava o mesmo assunto. Augusto Nunes aproveitava a situação para criticar a lendária ignorância de Luís Inácio Lula da Silva: “Quando Lula empunha o microfone, fenômenos assombrosos se oferecem aos olhos de quem trata o idioma com alguma gentileza. O plural se asila na embaixada portuguesa, vírgulas e pontos se refugiam no dicionário mais próximo, sujeito e predicado trocam socos e pontapés, a concordância verbal sai em desabalada carreira (…)”.









































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