publicidade
História

30 de setembro na História: morre Stanislaw Ponte Preta

Boêmio e dotado de um admirável senso de humor, sua memória foi celebrada em 1969, quando um grupo de jornalistas e intelectuais fundou o semanário O Pasquim

Stanislaw Ponte Preta começou sua carreira como redator e, na década de 1940, ganhou notoriedade ao publicar suas crônicas no jornal A Última Hora | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Stanislaw Ponte Preta começou sua carreira como redator e, na década de 1940, ganhou notoriedade ao publicar suas crônicas no jornal A Última Hora | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Em 30 de setembro de 1968, morreu no Rio de Janeiro o escritor, radialista e compositor Sérgio Marcus Rangel, mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta.

Ele mantinha uma rotina intensa: escreveu para TV, rádio, jornais e revistas, além de se dedicar aos próprios livros. Por causa dessa exaustiva jornada, Stanislaw, que sofria de problemas cardíacos, morreu de ataque cardíaco aos 45 anos.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de História em Oeste

Boêmio e dotado de um admirável senso de humor, sua memória foi celebrada em 1969, quando um grupo de jornalistas e intelectuais fundou o semanário O Pasquim. Essa publicação se tornou um marco na imprensa alternativa brasileira.

A vida de Stanislaw Ponte Preta

Stanislaw Ponte Preta começou a carreira como redator e, na década de 1940, ganhou notoriedade ao publicar suas crônicas no jornal A Última Hora. Seu estilo era marcado pela sátira mordaz e pela habilidade de transformar temas sérios em algo acessível e divertido. Ele utilizava a linguagem coloquial e uma abordagem leve para discutir questões sociais, políticas e culturais, de modo a tornar suas observações ainda mais impactantes.

Uma de suas obras mais famosas, Cuidado com o Dogma (1968), é uma coletânea de crônicas que aborda o cotidiano brasileiro, a corrupção e a hipocrisia da sociedade. O livro reflete o contexto político da época, marcado pelo regime militar. Stanislaw Ponte Preta utiliza o humor como uma forma de resistência, permitindo que os leitores riam, mas também reflitam sobre as realidades duras do Brasil.

Ele criou personagens históricos, como o “Doutor” e a “Tia”, que se tornaram parte do imaginário popular. Esses personagens eram representações caricatas da sociedade, capazes de expor vícios e comportamentos típicos dos brasileiros. Suas crônicas eram muitas vezes pontuadas por diálogos engraçados e situações absurdas, o que tornava a leitura leve, mas não menos crítica. Stanislaw Ponte Preta faleceu em 30 de setembro de 1968.

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Paulo Ricardo
    Paulo Ricardo

    Se não me engano, o nome completo da “Tia” criada por Stanislaw Ponte Preta era “Tia Zulmira”.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.