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História

26 de setembro na História: nasce o escritor Luis Fernando Verissimo

O cronista é conhecido por seu humor característico

Luis Fernando Verissimo é filho do escritor Érico Verissimo | Foto: Alice Vergueiro/Abraji
Luis Fernando Verissimo é filho do escritor Érico Verissimo | Foto: Alice Vergueiro/Abraji

No dia 26 de setembro de 1936, nasceu o escritor Luis Fernando Verissimo, em Porto Alegre. Suas obras, identificadas pelo humor e pela linguagem informal, estão entre as mais populares da literatura brasileira contemporânea.

Filho do escritor Érico Verissimo (autor de Olhai os Lírios do Campo e O Tempo e o Vento), Luis viveu dos 7 aos 9 anos nos Estados Unidos, em virtude do trabalho do pai. Na ocasião, Érico atuava como professor de literatura brasileira na Universidade da Califórnia, em Berkeley.

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Anos depois, em 1953, Érico foi convidado a tomar posse como diretor cultural da União Pan-Americana, em Washington, onde Luis completa seus estudos. De volta a Porto Alegre, em 1956, começa a trabalhar no departamento de arte da Editora Globo.

Verissimo começa a escrever colunas diárias em 1969, no jornal Zero Hora. Na imprensa, também colaborou para a Folha da Manhã, Folha de S.Paulo, Jornal do Brasil, revista Veja, O Globo e O Estado de S. Paulo.

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Escritor prolífico, Luis alcançou o sucesso com o detetive Ed Mort, o Analista de Bagé e a Velhinha de Taubaté, personagens que faziam parte de suas crônicas de humor.

Em 1997, Ed Mort virou filme. No longa, o detetive particular, interpretado por Paulo Betti, é contratado por uma mulher misteriosa para descobrir o paradeiro do seu marido.

Luis Fernando Verissimo, o gigolô das palavras

Verissimo considera que quem atua como escritor é “gigolô das palavras”: deve utilizá-las como lhe convém, sem se importar com as normas. “Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical de suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel”, escreveu, em uma de suas crônicas.

Em suas obras, o autor trata com humor assuntos geralmente abordados com mais rigor, como a política e a economia. Em uma paródia das ditaduras militares sul-americanas, um coronel diz a seu superior: “Brigar com gente de fora… Não sei. Acho até meio falta de ética, general”.

Na televisão, escreveu quadros para as séries Planeta dos Homens e Comédias da Vida Privada, na Rede Globo. A ligação com a música também é forte na vida de Veríssimo. Apaixonado por jazz, fez parte como saxofonista de dois grupos: Renato e seu sexteto e Jazz 6.

Leia também: “Ausência de jornalismo”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 183 da Revista Oeste

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