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História

21 de outubro na História: morre Visconde de Mauá, primeiro grande industrial brasileiro

Nascido em Arroio Grande (RS), o empresário tornou-se figura emblemática do capitalismo na América do Sul

Visconde de Mauá foi um opositor fervoroso da escravidão no Brasil | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Visconde de Mauá foi um opositor fervoroso da escravidão no Brasil | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Em 21 de outubro de 1889, morreu, em Petrópolis (RJ), Irineu Evangelista de Sousa, o Visconde de Mauá. Ele se destacou na história do Brasil como um dos primeiros grandes industriais. Foi um pioneiro na modernização econômica do país em diversas áreas.

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Nascido em Arroio Grande (RS), em 28 de dezembro de 1813, Visconde de Mauá tornou-se figura emblemática do capitalismo na América do Sul.

Durante o Império, o empresário introduziu no Brasil máquinas da Revolução Industrial, usadas na Europa e nos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Durante o Império, o empresário introduziu no Brasil máquinas da Revolução Industrial, usadas na Europa e nos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Durante o Império, introduziu no Brasil máquinas da Revolução Industrial, usadas na Europa e nos Estados Unidos. Com isso, ele impulsionou a modernização industrial no país.

Visconde de Mauá e a luta contra a escravidão

Opositor fervoroso da escravidão e do tráfico de escravos, Visconde de Mauá acreditava que o progresso do Brasil dependia do comércio livre e da mão de obra assalariada. A abolição da escravatura ocorreu, oficialmente, em 1888, com a Lei Áurea.

Em 1867, sua fortuna era estimada em 155 mil contos de réis, superando o orçamento do Império, que era de 97 mil contos de réis | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Em 1867, sua fortuna era estimada em 155 mil contos de réis, superando o orçamento do Império, que era de 97 mil contos de réis | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Em 1860, no auge de sua carreira empresarial, Visconde de Mauá controlava 17 empresas em países como Brasil, Uruguai, Argentina, Inglaterra, França e EUA. Em 1867, sua fortuna era estimada em 155 mil contos de réis, superando o orçamento do Império, que era de 97 mil contos de réis.

Entre suas conquistas estão:

  • Primeira fundição de ferro e estaleiro do Brasil; 
  • Construção da estrada de ferro Mauá; 
  • Exploração de rios como o Amazonas e Guaíba;
  • Iluminação pública a gás no Rio de Janeiro; 
  • Primeiro Banco do Brasil; e 
  • O cabo submarino telegráfico, que ligava a América do Sul à Europa.

Desafios políticos e financeiros

Apesar de suas realizações, as posições políticas de Mauá lhe custaram caro. Ele financiou a defesa de Montevidéu contra o desejo do Império de intervir nas questões platinas e se opôs à Guerra do Paraguai. 

Além disso, a redução de taxas de importação abalou seus negócios, o que levou à falência do Banco Mauá, em 1875. Para saldar dívidas, precisou vender parte de suas empresas e bens pessoais. Ele trabalhou com corretagem de café até sua morte, pouco antes da queda do Império no Brasil.

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1 comentário
  1. Célio Antônio Carvalho
    Célio Antônio Carvalho

    Um visionário, homem culto e do bem. Onde já se viu apoiar a exploração de pessoas, escravizar, comprar gente?
    Muito embora hoje exista ainda a “exploração” de pessoas em troca de trabalho.
    Mas naquele tempo era uma classe somente, os Negros! Que eram considerados como mão de obra barata, para serviços pesados.
    Muito boa a atitude desse gaúcho. Aliás, o Brasil hoje se fosse uma Monarquia estaria melhor do que essa bagunça que aí está!
    Muito grato ao Barão de Mauá!
    Senhor Irineu Evangelista de Sousa.

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