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História

19 de outubro na História: Santos-Dumont faz o primeiro voo dirigido

Brasileiro impressiona o mundo ao contornar a Torre Eiffel com o seu dirigível; inventor do avião também criou o relógio de pulso e o chuveiro de água quente

Patrono da aviação nacional e um dos brasileiros mais criativos da história, Santos-Dumont nasceu em Palmira (MG), no dia 20 de julho de 1873, e morreu no Guarujá (SP), em 23 de julho de 1932, em razão de suicídio: ponto fora da curva | Foto: Acervo Centro de Documentação da Aeronáutica
Patrono da aviação nacional e um dos brasileiros mais criativos da história, Santos-Dumont nasceu em Palmira (MG), no dia 20 de julho de 1873, e morreu no Guarujá (SP), em 23 de julho de 1932, em razão de suicídio: ponto fora da curva | Foto: Acervo Centro de Documentação da Aeronáutica

Em 19 de outubro de 1901, Alberto Santos-Dumont, brasileiro que mais tarde ficaria conhecido como “pai da aviação”, contornou a Torre Eiffel com o Dirigível nº 6. 

Ali, ele impressionava o mundo ao realizar o primeiro vôo dirigido da história. Afinal, até aquele momento, as pessoas conheciam apenas os balões tripulados.

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Santos-Dumont: as marcas de um gênio

Tudo começou quando ele deixou o Brasil para morar na França. Dessa forma, dava vazão, mais uma vez, ao seu incrível espírito curioso. Era 1892 e ele tinha apenas 19 anos. 

De tanto observar os franceses passeando em balões, Santos-Dumont conseguiu, assim, compreender algumas lógicas do contexto aéreo. Por fim, criou coragem e decidiu construir a sua própria aeronave.

Santos-Dumont, em 1901, na sala de seu apartamento na charmosa Avenue des Champs-Elysées, em Paris | Foto? Acervo Cendoc
Santos-Dumont, em 1901, na sala de seu apartamento na charmosa Avenue des Champs-Elysées, em Paris | Foto: Acervo Cendoc

Seu primeiro balão tinha como título de batismo o nome “Brasil”. Ele estava muito feliz com o invento. Mas, apesar disso, não estava satisfeito. Afinal, queria ter o controle da direção,  em vez de ficar “ao sabor do vento”. 

Importante era ter o controle

A partir desse desejo, o inventor brasileiro desenvolveu um balão comprido, com motor de automóvel, leme e hélice. Também não faltou a cestinha que o manteria no interior da aeronave. 

Santos-Dumont não desistia: foi até até a sexta versão do seu dirigível para fazer fama em Paris. Depois, com o 14 Bis, colocou seu poder de criação em evidência global | Foto: Reprodução/Redes sociais
Santos-Dumont não desistia: foi até a sexta versão do seu dirigível para fazer fama em Paris. Depois, com o 14 Bis, colocou seu poder de criação em evidência global | Foto: Reprodução/Redes sociais

Assim, Dumont criava o “Dirigível nº 1”, que, infelizmente, não resistiu à força do vento e caiu. Apesar disso, o inventor seguiu adiante. A cada balão que desenvolvia, novos aprendizados surgiam. O aviador nunca desistiu. Então, em 19 de outubro conquistaria o seu objetivo a bordo do “Dirigível nº 6”.

Prêmio de 200 mil francos

No comando de seu dirigível, Santos Dumont contornou nada mais, nada menos que a Torre Eiffel, em Paris. A façanha inovadora lhe rendeu o prêmio de 100 mil francos em um concurso promovido pelo milionário Henry Deutsch. 

Além da inteligência e instinto criativo aguçado, Santos-Dumont era admirado pela elegância que o impulsionou a criar, por exemplo, o relógio de pulso | Foto: Reprodução/redes sociais
Além da inteligência e do instinto criativo aguçado, Santos-Dumont era admirado pela elegância que o impulsionou a criar, por exemplo, o relógio de pulso, acessório do alto valor no contexto da moda e do mercado de luxo | Foto: Reprodução/redes sociais

O desafio consistia em decolar de Saint Cloud, contornar a Torre Eiffel e retornar ao ponto de partida em 30 minutos. Apesar de uma polêmica criada em decorrência de um suposto atraso de 29 segundos, tudo acabou bem.

No dia 4 de novembro de 1901, o aeroclube francês declarou Santos-Dumont o vencedor do desafio. Pela conquista, ele também ganhou 100 mil francos do presidente brasileiro Campos Salles e uma medalha de ouro. 

Santos-Dumont nasceu em Palmira (MG), no dia 20 de julho de 1873. Morreu no Guarujá (SP), em 23 de julho de 1932, quando cometeu suicídio. 

Ele não apenas revolucionou o mundo com suas invenções aeronáuticas, como também deixou um legado que continua a inspirar gerações. Sua capacidade inventiva era tão grande que descobertas igualmente importantes para o dia a dia das pessoas passam despercebidas.

Casa em que Santos-Dumont residiu em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro: lugar de grandes invenções, entre elas os degraus com dimensões variadas para se ajustar a cada pisada | Foto: Reprodução/Redes sociais
Casa em que Santos-Dumont residiu em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro: lugar de grandes invenções, entre elas os degraus com dimensões variadas para se ajustar a cada pisada | Foto: Reprodução/Redes sociais

Outras invenções de Santos Dumont; confira

  • Relógio de pulso
  • Chuveiro de água quente
  • Hangar para abrigar as asas dos aviões
  • Balão a gás de pequeno porte
  • Dirigíveis com motor a gasolina
  • Estrutura que deu origem ao ultraleve

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