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História

18 de outubro na História: França lança primeiro gato no espaço

Embora a viagem tenha durado apenas 13 minutos, cientistas consideraram os dados coletados extremamente valiosos para as pesquisas

Imagem da gata que viajou ao espaço
O objetivo da França era estudar, com a tecnologia disponível na época, os efeitos de um voo espacial no cérebro de um animal | Foto: Montagem/Revista Oeste/Reprodução/Wikipedia

No dia 18 de outubro de 1963, a França fez história ao lançar o primeiro gato ao espaço. Félicette, uma felina escolhida entre 14 gatas, subiu a bordo do foguete Véronique AG1. O lançamento ocorreu em um centro na Argélia, como parte do programa espacial.

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O objetivo do experimento era estudar, com a tecnologia disponível na época, os efeitos de um voo espacial no cérebro de um animal. O governo já havia enviado um rato ao espaço em 1961.

Félicette, inicialmente chamada de C 341, passou por um rigoroso treinamento no Centro de Pesquisa Médica Aeronáutica. Os cientistas selecionaram gatas pelo comportamento mais calmo e pela existência de dados neurológicos que facilitariam o monitoramento durante a missão.

Lançamento do foguete na França
O lançamento do gato que a França realizou em 1963 | Foto: Reprodução/Wikipedia

De todos os felinos, apenas seis chegaram à fase final de seleção. Félicette se destacou pela docilidade e pelo peso ideal, de 2,5 kg. As características tornaram a gata uma candidata perfeita para o experimento da França. Uma equipe médica e científica de alto nível acompanhou a missão.

Durante o voo, eletrodos implantados no crânio de Félicette permitiram o acompanhamento das atividades neurológicas em tempo real. A missão ocorreu por meio de um voo suborbital. A felina atingiu uma altitude de 157 quilômetros.

Viagem espacial do gato contribuiu para estudos na França

Embora a viagem tenha durado apenas 13 minutos, cientistas consideraram os dados coletados extremamente valiosos para as pesquisas. O lançamento ocorreu às 8h09 e, depois de oito minutos no espaço, Félicette retornou com segurança à Terra, amparada por paraquedas que garantiram um pouso suave.

Infelizmente, dois meses depois da missão, os cientistas sacrificaram Félicette para realizar estudos mais detalhados do cérebro e dos efeitos da missão. A decisão de não nomear os gatos antes do lançamento buscava reduzir o apego emocional dos envolvidos no projeto.

Mesmo assim, o marco de Félicette baseia discussões sobre ética animal e avanços científicos. O nome e a missão do animal da França são lembrados até hoje como feitos importantes na história da exploração espacial.

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