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História

12 de setembro na História: Eduardo Cunha tem mandato cassado na Câmara dos Deputados

Há 8 anos, ex-deputado federal era destituído do cargo por mentir sobre contas no exterior em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras

Eduardo Cunha foi condenado por corrupção | Foto: Reprodução/Agência Brasil
Eduardo Cunha foi condenado por corrupção; ele é ex-presidente da Câmara dos Deputados | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Em 12 de setembro de 2016, o plenário da Câmara dos Deputados votou pela cassação do mandato do então deputado federal Eduardo Cunha, com 450 votos favoráveis, dez contrários e nove abstenções.

A decisão foi resultado de um processo por quebra de decoro parlamentar. Na ocasião, Cunha foi acusado de mentir durante um depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, em março de 2015.

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À época, o político negou, à CPI, ser o titular de contas bancárias no exterior — informação desmentida por documentos que revelaram a existência de aplicações financeiras em nome do parlamentar na Suíça.

O processo de cassação foi marcado por diversos episódios de manobras e recursos por parte de Cunha. Isso ajudou a prolongar o mandato do ex-deputado por cerca de dez meses desde a abertura da ação no Conselho de Ética da Câmara.

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Durante esse período, a defesa de Cunha tentou impedir o avanço da investigação, sob alegação que o parlamentar não era o titular das contas, mas apenas beneficiário de fundos geridos por trustes.

Eduardo Cunha enfrentou duas condenações por corrupção | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Eduardo Cunha enfrentou duas condenações por corrupção | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No entanto, o relator do caso, o então deputado Marcos Rogério (hoje senador pelo PL de Rondônia), reafirmou que Cunha era, de fato, o dono e beneficiário das contas no exterior, as quais teriam milhões de dólares não declarados.

A cassação teve como consequência a inelegibilidade de Cunha por oito anos, com início ao final daquele mandato, previsto para 2018. Dessa forma, o parlamentar ficou impossibilitado de disputar cargos eletivos até o final de 2026.

Eduardo Cunha foi preso em 2016

Pouco tempo depois da cassação, em 19 de outubro de 2016, Eduardo Cunha foi preso em Brasília por ordem do ex-juiz Sérgio Moro, no âmbito da Operação Lava Jato. Ele foi acusado de envolvimento em crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Em março de 2017, Cunha foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão. No ano seguinte, o ex-deputado enfrentou outra condenação — desta vez por envolvimento em esquemas de propina ligados ao Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

Leia também: “Sérgio Cabral: a doce vida de um condenado”, reportagem de Anderson Scardoelli publicada na Edição 223 da Revista Oeste

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