A imagem de Rodri erguendo a taça da Copa do Mundo de 2026 depois da vitória da Espanha sobre a Argentina entrou para a história do futebol. No entanto, ao contrário do que muitos imaginam, o troféu original não permanece com a seleção campeã.
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A taça levantada pelos jogadores no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pertence à FIFA e permanece sob a guarda da entidade. Depois da cerimônia de premiação e dos compromissos oficiais de celebração do título, o troféu retorna à posse da FIFA, que o utiliza em eventos institucionais e nas próximas edições da Copa do Mundo.
Nos primeiros dias depois da conquista, a Espanha pôde desfilar com a taça durante as comemorações em Madri. A delegação foi recebida pela família real espanhola e realizou um desfile em ônibus aberto pelas ruas da capital, levando consigo o troféu original antes de devolvê-lo à entidade máxima do futebol.
Em troca, a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) recebe uma réplica oficial, que permanece em definitivo com a seleção bicampeã mundial. Diferentemente da peça original, essa versão é produzida com acabamento em ouro banhado e pode ser exibida permanentemente na sede da federação.
A regra existe desde que a Taça Jules Rimet deixou de ser utilizada. Até 1970, uma seleção poderia ficar definitivamente com o troféu original ao conquistar três títulos mundiais feito alcançado pelo Brasil. Depois disso, a FIFA criou o atual troféu da Copa do Mundo e determinou que ele seria propriedade permanente da entidade, independentemente do número de títulos conquistados por qualquer país.
Produzida pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga, a taça atual foi utilizada pela primeira vez na Copa do Mundo de 1974. O troféu mede 36,8 centímetros, pesa aproximadamente 6,1 quilos e é confeccionado em ouro maciço de 18 quilates, com uma base de malaquita. Considerada um dos maiores símbolos do esporte mundial, a peça original só pode ser tocada por campeões mundiais e chefes de Estado, seguindo um rígido protocolo da FIFA.