A vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Haiti, nesta sexta-feira, 19, na Filadélfia, pela segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, trouxe alívio pelo resultado, mas a equipe voltou a oscilar durante a partida. É verdade que, em vários momentos, mostrou um futebol ofensivo e veloz, sabendo explorar espaços nas costas do vigoroso adversário. Os gols vieram com naturalidade. Na próxima partida, depois de fazer treinamentos individuais, Neymar deverá ser a novidade para o próximo jogo, contra a Escócia, na quarta-feira, 24, no Hard Rock Stadium, em Miami.
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Aos 22 minutos do primeiro tempo, Matheus Cunha completou jogada iniciada por ele e, depois de chute de Vinícius Júnior e rebatida do goleiro, ele dividiu com Delcroix e fez o gol, depois da bola desviar em seu joelho. O segundo gol, aos 35, foi mais bonito. Matheus Cunha recebeu de Vinícius Júnior, depois de Paquetá iniciar a jogada. Cunha tocou de esquerda, no alto: 2 a 0. No terceiro, Paquetá fez lindo lançamento para Vinícius Júnior tocar por baixo do goleiro, aos 47, e fazer 3 a 0.
Nesta etapa, o Brasil soube marcar o adversário, mas, mesmo melhor posicionado, se mostrou confuso em vários momentos, com Casemiro voltando a ter dificuldades para sair jogando, Bruno Guimarães correndo mais do que criando e Raphinha, pela direita, pouco inspirado. Ele, aliás, deixou o campo contundido no primeiro tempo. Seu substituto, Rayan, não jogou o esperado, tendo se mostrado inibido no momento de partir para cima, ficando restrito a tocar para trás, de costas para os zagueiros.
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O Haiti evoluiu em relação a décadas atrás, quando, por exemplo, perdeu por 6 a 0 do Brasil em Port-au-Prince, em 2004. Mostrou força física e às vezes exagerou na intensidade das faltas. Martinelli, por exemplo, assim que entrou, no segundo tempo, levou entrada violenta de Jean Jacques, que, no segundo tempo, ficou mais fixo na direita para marcar no setor. Desde o início do segundo tempo, por isso, Paquetá ficou mais marcado e não criou tanto, o que contribuiu para o Brasil cair de produção.
BRASIL RECUA DIANTE DO HAITI E BUSCA CONTRA-ATAQUES
Baixou tanto o rendimento nesta etapa que o Haiti também criou oportunidades. Alisson fez duas defesas, uma depois de cabeçada na pequena área e outra no final, em chute de longa distância, numa de suas melhores atuações em Copas do Mundo. Nem a entrada de Endrick, junto com a de Martinelli, deu o necessário ímpeto ofensivo. Aos 31, ele até recebeu e fez, mas estava impedido. Éderson, que entrou no meio-campo, também tentou avançar, mas, mesmo preenchendo corretamente o meio-campo, errou feio uma conclusão na pequena área.
A Seleção Brasileira, desta maneira, parecia ansiosa em segurar o resultado, que deu a liderança do Grupo C. Queria apenas explorar contra-ataques contra um adversário bem menos tradicional. Um dos pontos negativos foi o excesso de chutões, principalmente de Casemiro e de Marquinhos, para se defender dos ataques.
Isso demonstra que o time ainda não encontrou um padrão, já que, diante de adversários mais estruturados taticamente, esse recurso, em vez de sair de forma articulada, apenas provoca, como resposta, um ataque ainda mais contundente. O próximo jogo é contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, na quarta-feira, 24. O resultado definirá a posição em que o Brasil, praticamente classificado, terminará em seu grupo.
FICHA TÉCNICA
BRASIL 3 X 0 HAITI
Competição: Copa do Mundo (2ª rodada do Grupo C)
Local: Lincoln Financial Field, na Filadélfia (EUA)
Data: 19 de junho de 2026
Árbitro: Alejandro Hernández (Espanha)
Cartões amarelos: Douglas Santos (BRA); Arcus, Pierrot, Jean Jacques (HAI)
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Matheus Cunha, aos 22’/1°T Matheus Cunha 35’/1°T Vini Jr, 47’/1°T
Brasil: Alisson 1; Danilo 13; Marquinhos 4; Gabriel Magalhães 3; Douglas Santos 16; Casemiro 5; Bruno Guimarães 8 (Éderson 2); Lucas Paquetá 20 (Gabriel Martinelli 22); Raphinha 11 (Rayan 26); Matheus Cunha 9 (Endrick 19); Vinícius Júnior 7 (Danilo Santos 18). Técnico: Carlo Ancelotti.
Haiti: Johny Placide 1; Carlens Arcus 2 (Simon 25); Ricardo Adé 4; Jean-Kévin Duverne 22; Alexandre Delcroix 5; Jhoanner Expérience 8; Jean-Ricner Bellegarde 10 (Etienne Jr. 7); Duckens Jean Jacques 17; Jonathas Casimir 21; Ronaldo Damus Providence 15 (Joseph 16); Frantzdy Pierrot 20 (Isidor 18). Técnico: Sébastien Migné.
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