A UEFA anunciou nesta quinta-feira, 11, a nomeação do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan para comandar a Supercopa da UEFA de 2026, entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, marcada para 12 de agosto, em Salzburgo, na Áustria. A escolha acontece poucos dias depois do árbitro se tornar o centro de uma das maiores polêmicas da Copa do Mundo de 2026.
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Considerado um dos principais árbitros do continente africano, Artan havia sido selecionado pela FIFA para trabalhar no Mundial e faria história como o primeiro somali a atuar em uma Copa do Mundo. No entanto, ele acabou sendo retirado da competição depois de ser impedido de entrar nos Estados Unidos, um dos países-sede do torneio.
O caso ganhou repercussão internacional porque o árbitro possuía visto válido para ingressar no país. Mesmo assim, ao desembarcar em Miami, foi barrado pelas autoridades de imigração norte-americanas depois de uma inspeção de segurança. O governo dos EUA alegou “preocupações de verificação” (vetting concerns), mas não detalhou publicamente os motivos da decisão.
A situação gerou críticas de dirigentes, torcedores e autoridades da Somália. O episódio também levantou questionamentos sobre os desafios de vistos e imigração durante a Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. O próprio presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou que a entidade não possui autoridade para reverter decisões migratórias tomadas pelos países anfitriões.
Depois de ser excluído do Mundial, Artan retornou a Mogadíscio, onde recebeu homenagens e apoio popular. O árbitro, eleito o melhor da África em 2025 pela Confederação Africana de Futebol (CAF), declarou que considerava a decisão injusta, mas prometeu seguir trabalhando para voltar ainda mais forte nos próximos anos.
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Em resposta ao episódio, UEFA e CAF decidiram agir em conjunto. As entidades anunciaram a indicação de Artan para apitar a Supercopa da UEFA como forma de reconhecimento à sua trajetória e ao seu desempenho recente. Segundo dirigentes das duas organizações, a nomeação representa uma demonstração de respeito ao árbitro e uma valorização de seu talento, independentemente da controvérsia envolvendo sua participação na Copa do Mundo.
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