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Economia

Ypê manda recolher produtos com final de lote 1 e oferece ressarcimento

Fabricante orienta consumidores a guardarem sabões e desinfetantes sem uso ou descarte e aciona varejo para segregar mercadorias

Anvisa
Produtos Ypê | Foto: Divulgação

A Ypê publicou um comunicado oficial na noite desta terça-feira, 19, para detalhar o destino das mercadorias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A empresa pediu que os consumidores não utilizem nem joguem no lixo os produtos com final de lote 1 abrangidos pelo veto do governo. A fabricante abriu um sistema de atendimento para devolver o dinheiro de quem exigir o ressarcimento.

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A determinação atinge diretamente as linhas de lava-roupas líquido, lava-louças líquido e desinfetantes. A marca pediu que as famílias estoquem os frascos em locais adequados até que a agência federal tome uma nova deliberação sobre o caso. O formulário para pedir a devolução dos valores gastos já está disponível nas plataformas digitais da companhia.

Bloqueio imediato nos supermercados

A direção da Ypê acionou toda a sua cadeia de distribuição e o comércio varejista para retirar os produtos de circulação imediatamente. A ordem corporativa exige o recolhimento das unidades com final de lote 1 das prateleiras dos supermercados. Os gerentes devem isolar e estocar essas mercadorias em áreas fechadas dos depósitos e ficam totalmente proibidas a exposição ou a venda ao público.

O plano de contenção responde à uma resolução da Anvisa. A agência reguladora barrou os itens depois de inspeções na fábrica de Amparo, no interior paulista, que apontaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de cem lotes prontos, além de problemas estruturais no controle de qualidade e ferrugem no maquinário.

Defesa com laudos independentes

Apesar de acatar o recolhimento determinado pelo órgão federal, a Ypê prepara uma contraofensiva técnica para tentar liberar as vendas. A fabricante informou que colabora com as autoridades de saúde com o envio de documentos e análises para tentar esclarecer os fatos apresentados pela fiscalização nacional.

A empresa comunicou que contratou laboratórios particulares credenciados pelo próprio governo para realizar testes paralelos. A Ypê pretende protocolar esses estudos e laudos independentes nos próximos dias para provar a conformidade das fórmulas e tentar anular o bloqueio sanitário, que afeta as suas principais marcas de limpeza no mercado nacional.

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