A demanda de voos domésticos no Brasil em julho atingiu os níveis anteriores à pandemia de covid-19, conforme dados divulgados na quarta-feira 7 pela Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata, na sigla em inglês).
O volume está 0,9% maior do que o registrado em julho de 2019. Em relação a julho de 2021, a alta foi de 24,2%. Os voos domésticos brasileiros representam 1,9% do mercado global.
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Alguns países tiveram elevação significativa no número de voos internos, como a Austrália (239,7%), o Japão (104%) e a Índia (97,8%). Outros, no entanto, tiveram crescimento inferior ao brasileiro, como Estados Unidos (com elevação de apenas 0,7%) e China, país no qual houve queda de 25,2%, devido à política de covid zero.
Na América Latina, o tráfego das companhias aéreas aumentou 59,2% em julho em relação ao mesmo mês de 2021. Em voos internacionais, o avanço anual foi de 119,4% na mesma base de comparação, bem abaixo do registrado na região Ásia-Pacífico (aumento de 528,8%), mas acima da África (84,8%).
Em nível global, a aviação ainda não se recuperou. A oferta global de voos está, em julho deste ano, 23,6% abaixo de julho de 2019. Em relação ao mesmo mês de 2021, houve crescimento de 37,3%. Segundo o diretor-geral da Iata, Willie Walsh, o desempenho de julho continuou forte, com alguns mercados se aproximando dos níveis anteriores à pandemia de covid, “mesmo com restrições em partes do mundo que não estavam preparadas para a velocidade com que as pessoas voltaram a viajar”.
Globalmente, as reservas indicam tendência de alta em voos domésticos. Já as reservas internacionais perderam impulso diante de alterações sazonais, como o fim do verão no Hemisfério Norte.
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