publicidade
Economia

Verão: diárias para locação sobem 900% em 1 ano; veja preços

Valores dos aluguéis subiram mais em Praia Grande, Mongaguá e Itanhaém

verão diárias locação | Segundo um levantamento do site de viagens Booking, a cidade de Santos está entre as 8 mais procuradas para passar o verão | Foto: Divulgação/Instagram @santoscidade
Segundo um levantamento do site de viagens Booking, a cidade de Santos está entre as 8 mais procuradas para passar o verão | Foto: Divulgação/Instagram @santoscidade

Passar o verão no litoral de São Paulo para a virada do ano ficou mais caro em 2023. As diárias tiveram um aumento de 900% em comparação ao mesmo período de 2022.

É o que acontece com as locações de apartamentos no litoral sul, por exemplo. Em praias como Guarujá, Santos e São Vicente, houve aumento de três dígitos em relação ao ano anterior.

Receba nossas atualizações

Segundo os dados do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), o maior aumento se deu em casas de dois dormitórios no litoral sul, em municípios como Praia Grande, Mongaguá e Itanhaém. Nos apartamentos com um dormitório, a alta foi de 465% em um ano, enquanto aqueles com dois dormitórios tiveram aumento de 217%.

O preço da diária na região, em casas com dois quartos, foi de R$ 300 a R$ 3 mil. Entre os apartamentos, os preços foram de R$ 345 para R$ 1,9 mil nos imóveis de um dormitório e de R$ 550 para R$ 1,7 mil nos imóveis com dois quartos.

Verão mais caro: preços mais altos em Santos, Praia Grande e Itanhaém

Apartamentos1 dormitório2 dormitórios3 dormitórios4 dormitórios
2022/2023R$ 345,00R$ 550,00R$ 620,00
2023/2024R$ 1.950,00R$ 1.744,00R$ 2.750,00
Variação465,21%217,09%343,54%
Casas
2022/2023R$ 300,00R$ 1.197,00R$ 1.233,00
2023/2024R$ 2.166,00R$ 3.000,00R$ 3.034,00R$ 6.000,00
Variação900,00%153,46%386,61%
Cidades como Praia Grande, Santos e Itanhaém tiveram os maiores aumentos de preços para temporada no litoral do Estado em 2023 | Foto: Reprodução/Creci-SP

As cidades do litoral central paulista, como Guarujá, Santos e São Vicente, também tiveram um aumento expressivo. Foram três dígitos em relação ao mesmo período no ano anterior.

O maior aumento no custo da diária foi no apartamento de quatro dormitórios, que subiu 238% e chegou a R$ 2,7 mil. O das casas de dois quartos na região, contudo, tiveram queda de 39%. Os preços dobraram nos apartamentos de dois e três quartos, o que resultou em R$ 1,1 mil e R$ 1,5 mil, respectivamente.

Apartamentos1 dormitórios2 dormitórios3 dormitórios4 dormitórios
2022/2023R$ 416,00R$ 511,00R$ 785,00R$ 800,00
2023/2024R$ 500,00R$ 1.133,00R$ 1.560,00R$ 2.707,00
Variação20,19%121,72%98,72%238,37%
Casas
2022/2023R$ 1.325,00R$ 1.650,00
2023/2024R$ 805,00R$ 1.100,00R$ 1.200,00
Variação-39,24%-27,27%
Cidades como Santos, São Vicente e Guarujá tiveram aumentos expressivos em apartamentos com quatro dormitórios | Foto: Reprodução/Creci-SP

Menos procurado, litoral norte não escapou da alta

A alta também chegou ao litoral norte. Embora menos procuradas do que as cidades do litoral sul, Ubatuba, Bertioga, São Sebastião e Ilhabela tiveram o maior aumento percentual em apartamentos de um quarto, com 351%.

Nos imóveis de um a dois dormitórios, os preços das diárias vão de R$ 700 a R$ 1,8 mil. O levantamento foi feito com 14 imobiliárias em 12 cidades litorâneas de São Paulo.

Apartamentos1 dormitório2 dormitórios3 dormitórios4 dormitórios
2022/2023R$ 325,00R$ 1.200,00R$ 3.110,00R$ 3.525,00
2023/2024R$ 1.466,00R$ 1.850,00R$ 5.400,00
Variação351,07%54,16%73,63%
Casas
2022/2023R$ 525,00R$ 2.062,00R$ 3.235,00
2023/2024R$ 700,00R$ 1.275,00R$ 2.083,00R$ 4.862,00
Variação142,85%1,01%50,29%
Os preços tiveram alta em todos os tipos de imóveis analisados no estudo do Creci-SP | Foto: Reprodução/Creci-SP

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a maior procura pode explicar a alta dos preços. Além disso, muitos proprietários resolveram permanecer em seus imóveis, ao invés de colocar para locação. Com a escassez, os preços aumentaram.

+ Leia as últimas notícias de Economia no site da Revista Oeste

O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, afirmou ao Estadão que o levantamento foi realizado com o preço anunciado para locação, e não o preço de fechamento do negócio, que tende a ser menor e variar de caso a caso.

Leia também: “O sal da terra”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 197 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade