Depois do surto de casos de intoxicação por metanol, as vendas de bebidas destiladas despencaram na cidade de São Paulo. Mas, em vez de parar de beber, grande parte do público simplesmente mudou de hábito — passou, por exemplo, a tomar cerveja.
Enquanto as vendas de destilados caíram, em média, 70%, as de cerveja cresceram 7%. Também aumentou a procura por vinhos (36%), com destaque para os do tipo espumante, cujas vendas em bares e restaurantes da capital subiram quase 60%.
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Os dados são de um levantamento da Zig, empresa especializada em sistemas de gestão de pagamentos para bares, restaurantes e casas noturnas. A pesquisa analisou os pedidos de 110 mil consumidores na capital entre 22 de setembro e 4 de outubro. A escolha desse período permitiu avaliar o comportamento do mercado paulistano antes e depois da divulgação dos casos, que começou em 30 de setembro.
Mais cerveja no copo, menos dinheiro no caixa
Segundo o levantamento da Zig, o aumento do consumo de cerveja e vinho não bastou para compensar as perdas com a redução do mercado de destilados. A quantidade de clientes caiu cerca de 15%, e a quantia de dinheiro gasta por consumidor diminuiu 13% — de R$ 136 para R$ 118.
“Os horários de maior movimento, entre 22h e 2h, tiveram uma queda de 28%, e a madrugada pós-2h apresentou uma retração ainda mais forte, de 35%”, informa o relatório da Zig. “O sábado, dia tradicionalmente de maior faturamento, registrou uma queda de 33%.”
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