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Economia

Venda de carros elétricos sobe quase 50% no Brasil, diz associação

Novembro registrou mais de 17 mil emplacamentos de veículos eletrificados leves

Carros elétricos consomem seis vezes mais matérias-primas raras do que um motor à combustão | Foto: Shutterstock

As vendas de carros elétricos no Brasil saltaram de 94 mil, em 2023, para mais de 140 mil, até o momento, em 2024. Os dados representam um crescimento de 48,94%, segundo levantamento da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Novembro foi o melhor mês da série histórica da entidade, com 17.413 emplacamentos. De janeiro a novembro, os números chegaram a 155.724 e confirmam a previsão da ABVE de que as vendas de eletrificados em 2024 vão superar as 160 mil unidades.

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O mercado segue sob liderança dos veículos plug-in (BEV 100% elétricos e híbridos PHEV), com 72% das vendas. Novembro, porém, registrou um súbito crescimento dos micro-híbridos (MHEV), com baixo grau de eletrificação. Os micro-híbridos atingiram 11,2% das vendas no mês e superaram os tradicionais híbridos HEV flex (9,1%), que lideraram esse mercado até 2022.

Os 17.413 emplacamentos de leves eletrificados em novembro representaram um aumento de 7% em relação ao mês anterior. Na comparação com novembro de 2023 (10.601 veículos), o crescimento foi de 62%. Foi o maior número da série histórica da ABVE (iniciada em 2012) e superou os 16.033 de outubro e os 16.279 de dezembro do ano passado.

De janeiro a novembro de 2024, as vendas chegaram a 155.724, com aumento de 100,6%, sobre o mesmo período de 2023 (77.648). Se a média mensal se mantiver em dezembro, as vendas totais de 2024 ficarão em torno de 170 mil veículos.

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No entanto, o presidente da ABVE, Ricardo Bastos, ressaltou que veículos eletrificados nem sempre são ecológicos. “Temos de avaliar se alguns dos chamados micro-híbridos (MHEV), que têm um baixíssimo grau de eletrificação e não têm tração elétrica, contribuem efetivamente para a descarbonização da matriz de transporte do Brasil”, disse.

“Nem todos esses veículos apresentam reduções significativas das emissões de poluentes, em relação aos modelos convencionais a combustível fóssil ou flex”, considera Bastos, que questiona: “Será que esses modelos proporcionam ao consumidor uma verdadeira experiência de dirigir carros elétricos ou eletrificados?”

Carros elétricos têm diferenças entre si

Os veículos elétricos plug-in (BEV e PHEV) mantêm a maior participação no mercado de leves eletrificados. Em novembro, as vendas dessas tecnologias representaram 72%, enquanto os híbridos convencionais (HEV e HEV flex), mais os micro-híbridos (MHEV), responderam pelos 28% restantes.

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A eletrificação no Brasil tem particularidades em relação às tecnologias dos eletrificados. Por exemplo, os híbridos flex, movidos a gasolina e etanol, e com um motor elétrico de 48V, são encontrados somente no mercado brasileiro.

Outro exemplo são os micro-híbridos flex, que passaram a ser comercializados em outubro. São veículos movidos a gasolina e etanol, com um motor de 12V, que já tinham versões a combustão e agora apresentam-se com uma adaptação para a versão MHEV.

Já os híbridos plug-in (PHEV) totalizaram 6.922 unidades vendidas em novembro, com participação de 40,4% no mercado de eletrificados. Em relação a outubro, houve um crescimento de 16%. Na comparação com novembro de 2023, o aumento foi de 73%.

Os BEV 100% elétricos atingiram 5.417 veículos vendidos em novembro, com uma fatia de 31,6% sobre o total de eletrificados. Na comparação com outubro, esse segmento teve uma queda de 11%. Sobre novembro de 2023, houve um crescimento de 69,4%.

Os HEV convencionais (eletrificados não plug-in, a gasolina ou diesel) ficaram com 7,8% das vendas. Já os HEV flex, com 9,1%, foram superados em novembro pelos novos micro-híbridos (MHEV), com 11,2%.

Leia também: “Carro elétrico: uma aposta duvidosa”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 183 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Edson TC
    Edson TC

    Vamos ver o quão felizes estarão estes proprietários à favor do meio ambiente daqui a alguns anos… Depender de empresas como ENEL e não ter como descartar as baterias (nada) limpas de lítio são só alguns dos problemas ainda não trazidos ao conhecimento dos consumidores… É esperar e ver….

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