O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva implementou, nesta sexta-feira, 23, mudanças significativas no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O objetivo é aumentar a arrecadação em mais de R$ 20 bilhões ainda neste ano.
+ Leia mais notícias de Economia em Oeste
Receba nossas atualizações
Para 2026, o Ministério da Fazenda projeta mais de R$ 41 bilhões em arrecadação com o aumento do imposto. As alterações englobam operações de crédito, câmbio e previdência privada.
No entanto, depois de sofrer pressão do mercado financeiro, o governo recuou e manteve a alíquota zerada para aplicações de investimento de fundos nacionais no exterior. Na proposta inicial de aumento do IOF, o tributo seria de 3,5%. Outro retrocesso foi o de alíquota sobre remessas ao exterior destinadas a investimentos, que segue inalterada em 1,1%.
As mudanças já estão em vigor. A operação de financiamento e antecipação de pagamentos (“forfait” ou “risco sacado”) estão previstas para iniciar em 1º de junho.
Mudanças no IOF para pessoas físicas e pessoas jurídicas
Nas operações de crédito com pessoas físicas (empréstimos e financiamentos), nada muda. Já as empresas devem se atentar para as operações com crédito a partir de agora.

- A alíquota anual foi elevada de 1,88% para 3,95%, equiparando-se à taxa aplicada às pessoas físicas.
- Na contratação, a alíquota sobe de 0,38% para 0,95% – ao dia, passa de 0,0041% para 0,0082%.
- Para empresas do Simples Nacional, a alíquota subiu de 0,88% para 1,95% ao ano em operações até R$ 30 mil.
- Microempreendedores individuais passam a pagar 1,95% ao ano.
- Cooperativas de crédito com operações acima de R$ 100 milhões anuais terão alíquota de 3,95% ao ano; cooperativas rurais permanecem isentas.
Mudanças no IOF em operações de câmbio
- Compras internacionais com cartões de crédito, débito, pré-pagos e cheques de viagem tiveram a alíquota unificada em 3,5%, um aumento em relação aos 3,38% anteriores.
- Compras com moeda estrangeira em espécie e remessas para contas de brasileiros no exterior passaram de 1,1% para 3,5%.
- Empréstimos externos de curto prazo (até 364 dias) agora têm alíquota de 3,5%, revertendo a isenção vigente desde 2023.
- Outras operações de câmbio não especificadas tiveram a alíquota de saída elevada de 0,38% para 3,5%. A entrada permanece em 0,38%.
Mudanças no IOF em Previdência Privada
- Foi instituída uma alíquota de 5% para aportes mensais superiores a R$ 50 mil em planos de previdência privada do tipo Vida Gerador de Benefício Livre. Abaixo desse valor, a alíquota continua zerada.
Leia também: “De olho em 2026, gringos estão otimistas com a bolsa brasileira”, coluna de Carlo Cauti publicada na Edição 270 da Revista Oeste





































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.