A frota movida a combustíveis fósseis cresce muito mais rápido que a elétrica em São Paulo. Entre 2019 e 2025, foram registrados 176 mil novos veículos a gasolina ou diesel. O número é sete vezes maior que o de automóveis elétricos no mesmo período. Os dados fazem parte de um levantamento da Folha de S.Paulo com base em informações do Detran-SP.
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Com esse ritmo, a capital paulista se afasta da meta de neutralizar as emissões de carbono até 2050, prevista no PlanClima, programa que orienta as ações municipais ligadas a questões ambientais. Para atingir o objetivo, seria preciso retirar de circulação 3,3 milhões de veículos, o equivalente a 131 mil por ano, entre carros, motos, ônibus e caminhões.
O levantamento mostra ainda que o transporte foi responsável por 65% das emissões da cidade em 2023, totalizando 9,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente — 10% a mais que em 2008. Mesmo com o avanço dos modelos flex, o uso de gasolina continua em alta: as emissões ligadas a esse combustível subiram 11% desde 2008.
Crescimento desigual em São Paulo
São Paulo tem hoje 7,3 milhões de veículos. Desses, 45% funcionam exclusivamente com gasolina ou diesel, enquanto 46% são flex. A frota elétrica passou de pouco mais de mil unidades em 2019 para quase 26 mil em 2025, um aumento de 24 vezes. Ainda assim, a cada novo carro elétrico registrado, outros sete movidos a combustíveis fósseis entram nas ruas.
Segundo o pesquisador Felipe Barcellos, do Seeg, em entrevista à Folha, a tendência é de aumento contínuo nas emissões, acompanhando o crescimento da frota e o consumo de combustíveis fósseis.
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