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Economia

Varejo encerra 2025 com queda de 0,5%, aponta Índice do Varejo Stone (IVS)

Varejo | Foto: Reprodução/Unsplash
Varejo | Foto: Reprodução/Unsplash

As vendas do comércio brasileiro recuaram 0,9% em dezembro, de acordo com o Índice do Varejo Stone (IVS).

Varejo
Foto: Alexas_Fotos/Pixabay

Na comparação anual, o volume de vendas apresentou retração de 1,5%. Com esse resultado, o varejo encerrou 2025 com queda acumulada de 0,5%, em relação a 2024. O estudo que acompanha mensalmente a movimentação do varejo no país, é uma iniciativa da Stone, principal parceira do empreendedor brasileiro.

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Para Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, os números refletem o esgotamento gradual dos vetores que sustentaram o consumo ao longo do ano. “Os dados mostram que 2025 foi marcado por uma desaceleração progressiva do varejo, com perda de tração mais evidente no fim do ano. Embora o mercado de trabalho tenha permanecido robusto e ajudado a sustentar o consumo em diversos momentos, esse impulso encontrou limites em um ambiente financeiro mais restritivo. Juros elevados, crédito mais caro e um nível ainda alto de endividamento das famílias, reduziram o espaço para novas decisões de compra, especialmente de bens de maior valor, o que ajuda a explicar o fechamento negativo do ano”, avalia.

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No quarto trimestre de 2025, o volume de vendas do varejo caiu 1,7% em relação ao mesmo período de 2024 e recuou 0,9% frente ao terceiro trimestre do ano.

Segundo Freitas, o desempenho trimestral evidencia os limites do impulso vindo do mercado de trabalho. “Mesmo em um contexto de desemprego historicamente baixo, o
elevado comprometimento da renda das famílias com o serviço da dívida e a piora das condições de crédito passaram a pesar mais sobre o orçamento no último trimestre. Esse cenário limitou o consumo e resultou em um desempenho mais fraco do varejo no encerramento de 2025”, finaliza.

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No recorte mensal, apenas três dos oito segmentos analisados registraram alta em dezembro. O destaque foi Material de Construção, com crescimento de 1,7%, seguido por Artigos Farmacêuticos (0,6%) e Combustíveis e Lubrificantes (0,3%). Entre os setores com retração, tiveram queda Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (5,5%), Tecidos, Vestuário e Calçados (3,4%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (3,2%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (0,5%) e Móveis e Eletrodomésticos (0,1%).

No comparativo anual, quatro segmentos apresentaram alta. O setor de Móveis e Eletrodomésticos avançou 2,4%, seguido por Artigos Farmacêuticos (1,5%), Material de Construção (0,9%) e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (0,3%). Entre os setores com retração, estão: Combustíveis e Lubrificantes (5,7%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (4,6%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (4,3%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (0,4%).

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No quarto trimestre de 2025, houve avanço em Móveis e Eletrodomésticos (1,1%), Artigos Farmacêuticos (0,4%), Material de Construção (0,5%) e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (0,3%), na comparação com o terceiro trimestre. Em contrapartida, registraram retração Combustíveis e Lubrificantes (2,6%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (2%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (1,2%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (0,4%).

No acumulado de 2025, os setores que apresentaram crescimento foram: Combustíveis e Lubrificantes (1%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (0,9%). Os demais setores registraram queda: Móveis e Eletrodomésticos (2,2%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (0,8%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (0,6%), Outros
Artigos de Uso Pessoal e Doméstico e Material de Construção (0,2%) e Artigos Farmacêuticos (0,1%).

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No recorte regional, apenas três estados apresentaram crescimento na comparação anual. O maior avanço foi registrado no Piauí (2,3%), seguido por Alagoas (1,2%) e Rondônia (1,1%).

Entre os estados com retração nas vendas, os piores resultados foram observados no Mato Grosso do Sul (5,9%), Amazonas (5%), Ceará (4,4%), Tocantins (4,3%), Espírito Santo e Rio Grande do Sul (4,2%), Acre (3,6%), Rio Grande do Norte (3,4%), Mato Grosso (3,2%), Pernambuco (3,1%), Rio de Janeiro (3%), Santa Catarina (2,8%), Amapá (2,6%), Roraima e Minas Gerais (2,5%), Bahia (2,2%), Maranhão (2%), São Paulo (1,8%), Pará (1,3%), Paraíba, Paraná e Distrito Federal (1,2%), além de Sergipe e Goiás (1%).

Para Guilherme Freitas, os resultados refletem a combinação entre renda pressionada e crédito mais restritivo. “Os poucos destaques positivos se concentraram de forma pontual no Nordeste, com avanço no Piauí e em Alagoas, além de um resultado isolado no Norte. No caso do Nordeste, o desempenho mais favorável reflete uma resiliência maior do consumo essencial, menos dependente de crédito e mais apoiada em fontes recorrentes de renda. Ainda assim, trata-se de um movimento restrito, que não se espalha pela região como um todo. Em contrapartida, a maior parte dos estados do país registrou retração nas vendas, com quedas mais intensas no Centro-Oeste e resultados negativos no Sudeste e no Sul, refletindo um ambiente de condições financeiras mais restritivas para as famílias”, explica o economista da Stone.

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