A USA Rare Earth anunciou nesta segunda-feira, 20, a aquisição da mineradora brasileira Serra Verde por US$ 2,8 bilhões. O negócio integra a estratégia da companhia norte-americana de expandir operações em mineração, processamento e produção de ímãs.
A empresa intensificou sua presença internacional nos últimos meses. O grupo incorporou a Less Common Metals, adquiriu participação na francesa Carester e mantém projetos industriais nos Estados Unidos, incluindo uma fábrica em Stillwater, no Oklahoma, e a mina Round Top, no Texas.
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Segundo a agência Reuters, a compra da Serra Verde adiciona ao portfólio uma operação focada em terras raras pesadas. Esse tipo de depósito difere de muitos encontrados no Ocidente e amplia o acesso a materiais críticos para cadeias produtivas estratégicas.
“A mina Pela Ema, da Serra Verde, é um ativo único e a única produtora fora da Ásia capaz de fornecer os quatro elementos de terras raras magnéticos em grande escala”, disse Barbara Humpton, CEO da USA Rare Earth.
O mercado internacional enfrenta desafios na oferta de elementos como disprósio e térbio. Esses minerais são essenciais para a fabricação de ímãs permanentes, utilizados em eletrônicos, tecnologias ligadas à transição energética e sistemas de defesa.
Atualmente, a China domina cerca de 90% da produção mundial de terras raras processadas. Esse controle garante influência direta sobre preços e disponibilidade global.
A USA Rare Earth informou ainda que pagará US$ 300 milhões em dinheiro e US$ 126,9 milhões em ações pela aquisição. A empresa projeta concluir a operação no terceiro trimestre de 2026.
Produção da Serra Verde avança no Brasil
O governo dos EUA aprovou um pacote de financiamento de US$ 1,6 bilhão para a companhia em janeiro. No mês seguinte, a Serra Verde fechou um acordo adicional de US$ 565 milhões com Washington.
A mina brasileira iniciou a produção comercial em 2024. A expectativa revela que a operação pode alcançar cerca de 6,4 mil toneladas anuais de óxidos de terras raras até 2027.
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O contrato inclui garantia de preços mínimos para a produção da Serra Verde durante a fase inicial. O acordo prevê fornecimento integral por 15 anos a uma estrutura financiada por recursos públicos e privados.
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